Segundo CCEE, produção de energia fotovoltaica aumenta 10,4% na primeira quinzena de janeiro

Nos quinze primeiros dias de 2021, a fonte foi responsável por somar 674 megawatts (MW), ao passo que, no mesmo período de 2020, foram registrados 610 MW

De acordo com levantamento realizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a geração de energia solar fotovoltaica brasileira contou com um acréscimo de 10,4% na primeira quinzena de janeiro em relação ao mesmo período de 2020. Os números obtidos pelo boletim também indicam que, nesses primeiros quinze dias de 2021, a fonte somou 674 megawatts (MW), ao passo que, no ano anterior, totalizou 610 MW médios.

No mesmo período, as usinas eólicas passaram por um crescimento significativo de 89,5% quando comparado ao ano anterior, e as térmicas por um aumento de 23,3%. Entretanto, as usinas hidráulicas vivenciaram uma redução de 9,9% devido às dificuldades sofridas pelo cenário de hidrologia, que experienciou a escassez.

A pesquisa aponta que, em relação à primeira quinzena de 2020, a produção de energia elétrica do Brasil alcançou uma alta de 1,6% englobando as importações, cuja quantidade chegou a 1.205,66 MW médios. O consumo presenciou um crescimento de 1,1%.

Caracterizado por tornar possível a compra de energia elétrica por parte dos consumidores, diretamente das empresas comercializadoras e dos geradores, o Ambiente de Contratação Livre (ACL) manifestou, no mesmo intervalo, um incremento de 10,6%. Em contrapartida, em virtude dos impactos causados pela pandemia da Covid-19, o Ambiente de Contratação Regulado (ACR), no qual os consumidores obtêm energia das distribuidoras, sofreu uma redução de 2,8% na comparação anual.

Expurgando o reflexo das migrações entre os ambientes, nota-se uma diminuição de 0,8% para o ACR, ao passo que o ACL, consumindo 31,5% de toda energia elétrica produzida no Brasil, obteve uma alta de 5,8%.

O levantamento também investiga o consumo de alguns segmentos produtivos na primeira quinzena de janeiro levando em conta, nesse período, o expurgo das migrações de novas cargas entre ambientes. Com aumento de 24,7%, a maior relevância ficou para o ramo têxtil. Seguindo a tendência, estão os setores de veículos e extração de minérios, os quais, respectivamente, apresentaram altas de 18,9% e 17,4%. As principais retrações foram observadas nos setores de serviços e transportes, com porcentagens de -10,4% e -7,2%, respectivamente.

Ramos de atividades e Estados

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o consumo de energia no primeiro mês de 2021 apresentou crescimento de setores considerados eletrointensivos, como extração de minerais metálicos (16,6%), têxteis (12,1%), minerais não-metálicos (10,7%) e metalurgia e produtos de metal (6,9%).

Na outra margem do ranking, estão os ramos de transportes (-6,8%) e serviços (-9,6%). Considerando o período de férias escolares, estes setores permanecem especialmente afetados pela lenta recuperação da pandemia.

O Amazonas, sob os efeitos da quarentena imposta desde o dia 15 para controlar a pandemia de COVID-19, registrou queda de 12,9% no consumo em janeiro. Outros estados, como Rio Grande do Sul (-10%), Rio Grande do Norte (-9%) e Acre (-8%) também apresentaram quedas significativas. Destaque para o crescimento de 11% no consumo do Espírito Santo impulsionado pelo crescimento do ACL, especialmente o ramo industrial, com destaque o setor de minerais não-metálicos.

Geração de Energia

Do ponto de vista da geração, destaque para as usinas eólicas, que apresentaram um aumento expressivo, da ordem 98,6%, em relação ao mesmo período do ano passado. Esse salto, de acordo com a CCEE, tem duas causas principais: o crescimento da capacidade instalada da fonte de um ano para outro e o cenário meteorológico que levou as eólicas da região Nordeste a ter uma produção muito abaixo da esperada em janeiro de 2020.

Em relação às demais fontes, foi verificada uma redução de 9,3% por parte das hidrelétricas, um crescimento de 18,9% das fotovoltaicas e uma alta de 18% das térmicas.

Vale mencionar ainda a hidrelétrica de Belo Monte, localizada no rio Xingu. Devido às restrições operativas determinadas para a sua defluência, a usina produziu 56% menos energia do que em janeiro de 2020. No começo do ano passado, a UHE representava 6,4% da geração no Sistema Interligado Nacional – SIN. Em janeiro de 2021, passou a representar apenas 2,7%.

Redação ( fontes extraída: Portal Solar/CCEE)

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