Os benefícios financeiros gerados pelas fontes renováveis aliados à preocupação com as mudanças climáticas estão fazendo empresas investirem pesado em energia renovável, tanto como consumidoras ou como autoprodutoras.

Foto: Google

Segundo a reportagem do jornal Valor Econômico, a L’Oréal é uma das que apostou nesse setor. A estratégia da empresa é investir em compra de energia eólica no mercado livre e em contratos de geração distribuída solar, com o objetivo de ter uma matriz totalmente renovável. Em 2019, a empresa firmou acordo com a Engie para compra de energia eólica por três anos, até 2021, e pretende renovar o acordo.

Além disso, a subsidiária brasileira deve implementar um projeto ainda neste ano para substituir gás natural por biogás em suas caldeiras. Segundo a reportagem do Valor, a ideia também é estimular a cadeia de fornecedores a usar o biogás nos caminhões que transportam seus produtos.

No mesmo caminho, a Honda Energy, subsidiária da Honda Automóveis do Brasil, avança em seu compromisso ambiental. A empresa anunciou que, a partir de novembro deste ano, irá suprir toda a demanda de energia elétrica do escritório da marca localizado no bairro do Morumbi, capital paulista. O edifício é a sede da Honda Serviços Financeiros (HSF) – operação que congrega o Banco Honda, o Consórcio Honda e Seguros Honda -, além de abrigar as áreas relacionadas às vendas de motocicletas e produtos de força. Ele ocupa uma área de 26 mil metros quadrados com seis pavimentos e dois níveis de subsolo.

Segundo a empresa, desde 2014, seu parque eólico localizado em Xangri-Lá (RS) fornece energia limpa e renovável para o complexo de Sumaré, interior de São Paulo, onde se localizam a sede administrativa da marca na América do Sul, o centro de pesquisa e desenvolvimento da Honda na região, além da fábrica de automóveis, que opera, atualmente, em sua capacidade produtiva plena de 120 mil veículos ao ano.

Em 2011, a matriz estabeleceu a meta de reduzir em 30% as emissões de CO2 de seus automóveis, motocicletas, produtos de força e também de seus processos produtivos em todo o mundo. Em uma iniciativa inédita no grupo e no setor automotivo nacional, a filial brasileira propôs a criação do parque eólico e já, em 2015, conseguiu reduzir mais de 50% das emissões, atingindo assim o resultado cinco anos antes do prazo estipulado. 

O presidente Honda Energy do Brasil, Carlos Eigi, destaca que a geração acumulada do parque atingiu mais de 100.000 MW em um ano e meio de operações, possibilitando a incorporação da energia limpa e renovável ao processo produtivo de 215 mil automóveis da marca. “A iniciativa deixou de emitir na atmosfera 12.866 toneladas de CO2.

Fonte: Portal Solar

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