A pandemia de COVID-19 está acelerando o fim do uso do carvão. Com o distanciamento social, algumas demandas de energias caíram e a eletricidade na Europa, Índia, China e parte dos EUA depende cada vez menos do carvão.

No Brasil temos 16% da nossa Matriz de origem fóssil com uma capacidade instalada de 3.017 MW das Térmicas a Carvão, 4.404 MW das Térmicas a Óleo e Diesel, 1.990 MW das Térmicas Nucleares e 14.208MW de Térmicas a Gás e GNL, segundo dados atualizados em maio/2020 pela ONS.

Segundo o estudo “Subsídios aos Combustíveis Fósseis no Brasil – Conhecer, Avaliar e Reformar”, elaborado pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC), os subsídios para combustíveis fósseis “foram estimados em R$ 1 trilhão em 20 anos”.

O estudo também relata outros subsídios concedidos para o sistema elétrico brasileiro como a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) que é um encargo setorial destinado à promoção do desenvolvimento energético em todo o território nacional, que entre outras finalidades, objetiva subsidiar a geração de energia nos sistemas elétricos isolados por meio da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), que respondem por aproximadamente 3% da energia elétrica utilizada no país, incentivar o programa de subvenção à expansão da malha de gás natural, garantir a modicidade tarifária, e promover a competitividade do carvão mineral nacional; sendo este último também mais uma forma de subsídio ao consumo de combustíveis fósseis para geração de energia.

Em uma Live patrocinada pelo Canal Energia em 30 de abril, a diretoria da Aneel, EPE e MME assumiram que a crise do COVID19 era uma grande oportunidade para o setor elétrico finalizar os contratos das Térmicas caras e brutas; e inclusive não renovar os contratos de concessões dessas fontes prestes ao vencimento.

Importante ressaltar que o Brasil tem plena capacidade de recursos renováveis que facilitam a transição energética para fontes mais limpas, sustentáveis e baratas como a solar, eólica e biomassa. Além disso, a Geração Distribuída da Fonte Solar apresenta-se como um vetor de desenvolvimento econômico com inúmeros benefícios sociais, ambientais e de distribuição de renda.

Fontes:

Artigo sobre o Carvão da Bloomberg:
https://www-bloomberg-com.cdn.ampproject.org/c/s/www.bloomberg.com/amp/news/articles/2020-04-28/the-coronavirus-pandemic-is-accelerating-coal-s-demise

Artigo sobre subsídios do Economista Daniel Lima:
www.encurtador.com.br/bkuLO

Autora: Eng. Anaibel Novas, Especialista em Energias Renováveis
Líder do Movimento Solar Livre.

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