Movimento Solar Livre

Brasil chega a 46,3 GW de energia solar distribuída e setor já responde por 17,5% da matriz elétrica

Brasil chega a 46,3 GW de energia solar distribuída e setor já responde por 17,5% da matriz elétrica

Um setor que transformou o país, e ainda tem muito espaço para crescer

Entre 2012 e 31 de março de 2026, a energia solar distribuída conquistou 7,4 milhões de unidades consumidoras no Brasil — o equivalente a 7,75% do total nacional. O dado, apurado pela ANEEL, revela um paradoxo promissor: o setor cresceu de forma acelerada, mas 92,25% das unidades ainda não têm acesso à geração própria. Com o parque consumidor crescendo ao ritmo de 1,8 milhão de novas UCs por ano, o potencial de expansão é imenso.

A solar distribuída ocupa hoje a segunda maior fatia de energia solar na matriz elétrica brasileira (17,5%), superando a solar centralizada (8,2%) e rivalizando com fontes tradicionais como o gás natural (7,4%).

 

Matriz elétrica: renovável e cada vez mais solar

Com capacidade total instalada de 264,3 GW, a matriz elétrica brasileira é predominantemente renovável. A energia hídrica ainda lidera com 41,7%, mas a solar já soma 25,7% quando combinadas geração centralizada e distribuída — mais do que a eólica (13,2%) sozinha.

SP lidera sistemas instalados; PR sobe no ranking de potência

São Paulo mantém a liderança em número de projetos (690.544) e potência instalada (6,5 GW), seguido por Minas Gerais (431.936 sistemas / 5,8 GW). Uma virada aparece no ranking de potência: o Paraná sobe para o 3º lugar com 4,3 GW — acima do RS em projetos, mas com sistemas de maior porte médio. Santa Catarina aparece em 7º em projetos e 8º em potência, com 189.714 instalações e 2,2 GW.

Centro-Oeste lidera penetração regional; Nordeste ainda tem muito a avançar

Quando o olhar se volta para a proporção de UCs atendidas por região, o Centro-Oeste assume a liderança com 11,95% — reflexo da forte adoção por produtores rurais e do agronegócio. A região Sul aparece em segundo (9,17%), seguida do Sudeste (8,04%). Norte (6,50%) e Nordeste (5,55%) apresentam os menores índices, sinalizando oportunidade de crescimento em regiões com alto potencial de irradiação solar.

Setor solar cria mais de 1,3 milhão de empregos diretos

A geração distribuída fotovoltaica tornou-se um dos maiores vetores de emprego no setor elétrico brasileiro. Ao todo, 1.391.069 postos de trabalho foram gerados, liderados por SP (195.318), MG (174.729) e PR (128.336). Em termos de novos empregos criados só em abril de 2026, a Bahia lidera com 1.745 postos, seguida por MS (590), RN (560) e RJ (490).

A microgeração distribuída está presente em 99,96% dos municípios brasileiros — e 99,52% de todas as usinas do país são classificadas como microgeração, consolidando um modelo descentralizado e pulverizado de produção de energia.