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Brasil avança no mapa global de empregos em energia solar e supera os EUA

Brasil avança no mapa global de empregos em energia solar e supera os EUA

São Paulo, 16 de Janeiro de 2026 – O Brasil consolidou em 2024 um salto importante na economia verde: pela primeira vez, o país ultrapassou os Estados Unidos no ranking mundial de geração de empregos no setor de energia solar fotovoltaica. Os números fazem parte do mais recente levantamento da International Renewable Energy Agency (IRENA) em conjunto com a Organização Internacional do Trabalho (ILO), que acompanha tendências de emprego em toda a cadeia das renováveis.

Segundo o relatório, a energia solar continua sendo o motor da criação de empregos na transição energética global. Em 2024, esse segmento empregou cerca de 7,24 milhões de pessoas em todo o mundo, mantendo-se como a principal fonte de trabalho dentro das renováveis.

Brasil no pódio global

No desempenho nacional, o Brasil destacou-se em 2024 como um dos maiores mercados empregadores de energia solar. Dados consolidados pela IRENA apontam que o país ficou na terceira posição global em empregos gerados no setor solar, ficando atrás apenas da China e da Índia e à frente dos Estados Unidos.

Esse resultado reflete uma expansão robusta do mercado fotovoltaico brasileiro, impulsionada tanto por projetos de grande escala quanto pela crescente adoção de sistemas distribuídos em residências e empresas. A força de trabalho inclui funções desde instalação e manutenção até atividades de vendas e operações, em um setor que segue intensivo em mão de obra.

Efeito dominó no mercado de trabalho

O impacto positivo no emprego não se restringe ao segmento solar. A IRENA estima que o Brasil teve mais de 1,5 milhão de empregos no total do setor de energias renováveis em 2024, englobando bioenergia, hidrelétricas e eólica indicando que a transição energética está se traduzindo em oportunidades concretas de trabalho em diversas frentes.

A performance brasileira ganha ainda mais relevância diante de um crescimento global moderado no número total de empregos em renováveis em 2024, que avançou em torno de 2,3% em relação ao ano anterior, segundo a agência. Embora instalações tenham crescido, fatores como automação e questões nas cadeias globais de produção limitaram o ritmo de contratação em algumas regiões.

Potencial e desafios

Especialistas observam que o Brasil possui um enorme potencial para continuar elevando sua participação no mercado de trabalho ligado às energias limpas, especialmente se houver políticas públicas que fomentem capacitação profissional, fortalecimento de cadeias locais e ampliação do acesso a crédito para projetos solares. A expansão sustentável desse setor pode gerar ainda mais postos de trabalho e integrar novas regiões à economia verde.

Brasil avança no mapa global de empregos em energia solar e supera os EUA

Fonte: Energy Channel