Movimento Solar Livre

Brasil ultrapassa 48,2 GW em geração distribuída solar e consolida expansão histórica do setor em 2026

Brasil ultrapassa 48,2 GW em geração distribuída solar e consolida expansão histórica do setor em 2026

A geração distribuída solar segue consolidando sua posição como uma das principais forças da transformação energética brasileira. Os novos infográficos divulgados pelo Movimento Solar Livre, com base em dados da ANEEL atualizados em maio de 2026, revelam um crescimento expressivo do setor em todo o país, com expansão da capacidade instalada, geração de empregos, presença nacional e fortalecimento da matriz elétrica renovável brasileira.

Atualmente, o Brasil já ultrapassa 48,2 GW de potência instalada em geração distribuída solar, consolidando a energia solar como uma das principais fontes da matriz elétrica nacional. O setor já atende aproximadamente 7,7 milhões de unidades consumidoras, número que representa 8,12% do total de consumidores brasileiros.

Mesmo com o forte avanço dos últimos anos, os dados mostram que ainda existe um enorme potencial de crescimento no país. Cerca de 91,88% das unidades consumidoras brasileiras ainda não possuem sistemas de energia solar instalados, evidenciando o espaço estratégico para expansão da geração distribuída nos próximos anos.

São Paulo lidera em número de sistemas solares instalados

O estado de São Paulo permanece na liderança nacional em quantidade de sistemas fotovoltaicos instalados, ultrapassando 715 mil projetos ativos. Minas Gerais aparece na segunda colocação, seguido pelo Rio Grande do Sul, Paraná e Bahia.

O levantamento reforça a descentralização do crescimento da energia solar no Brasil, com forte expansão também nas regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sul, demonstrando a capilaridade nacional da geração distribuída.

Energia solar já está presente em praticamente todos os municípios brasileiros

Outro dado de destaque é a presença da microgeração distribuída em 99,96% dos municípios brasileiros. Isso significa que praticamente todo o território nacional já possui algum tipo de geração solar conectada à rede elétrica.

Além disso, 99,54% das usinas instaladas no Brasil são classificadas como microgeração, reforçando o protagonismo dos pequenos consumidores, residências, comércios, propriedades rurais e pequenos negócios na expansão da energia limpa.

Setor solar já gerou mais de 1,4 milhão de empregos

A geração distribuída solar também se consolida como um dos maiores motores de geração de empregos da nova economia brasileira. O setor já foi responsável pela criação de mais de 1,4 milhão de empregos em todo o país.

São Paulo lidera o ranking nacional de empregos gerados, seguido por Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Bahia. Os números reforçam o impacto direto da energia solar no desenvolvimento econômico regional, na qualificação profissional e no fortalecimento das economias locais.

Energia solar já representa 18,1% da matriz elétrica brasileira

Os dados mostram ainda o crescimento da participação da energia solar na matriz elétrica nacional. A geração distribuída solar já representa 18,1% da capacidade instalada do Brasil, enquanto a solar centralizada soma mais 8,4%.

Somadas, as duas modalidades consolidam a energia solar entre as principais fontes da matriz elétrica brasileira, ao lado da geração hídrica, eólica e do gás natural.

Crescimento reforça importância da segurança jurídica e da regulação

O avanço acelerado da geração distribuída reforça a importância da estabilidade regulatória, da segurança jurídica e da continuidade das políticas públicas voltadas à expansão da energia limpa no Brasil.

Com milhões de consumidores já produzindo sua própria energia, o setor passa a desempenhar papel estratégico não apenas na transição energética, mas também na competitividade econômica, na redução de custos energéticos e na democratização do acesso à energia.

A expectativa do mercado é que os próximos anos sejam marcados pela ampliação da geração distribuída, avanço dos sistemas de armazenamento em baterias (BESS), modernização da infraestrutura elétrica e integração de novas tecnologias ao setor energético brasileiro.