Movimento Solar Livre

Deputado Faissal cobra investigação sobre possível concorrência desleal no setor solar em Mato Grosso

Deputado Faissal cobra investigação sobre possível concorrência desleal no setor solar em Mato Grosso

A geração distribuída em Mato Grosso voltou ao centro das discussões após o deputado estadual Faissal Calil apresentar requerimentos direcionados à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), ao Ministério de Minas e Energia (MME) e à Energisa Mato Grosso solicitando esclarecimentos sobre possíveis práticas anticoncorrenciais e novas exigências técnicas impostas ao setor solar.

Segundo o parlamentar, o gabinete recebeu manifestações e denúncias relacionadas a possíveis práticas antirregulatórias envolvendo concessionária de distribuição de energia pertencente a grupo econômico que também atua no mercado de comercialização e soluções energéticas. As denúncias levantam preocupações sobre possível utilização de estrutura, canais institucionais e informações da atividade concessionada em benefício de empresas do mesmo grupo econômico.

Para Faissal, o consumidor de energia solar em Mato Grosso continua enfrentando insegurança e dificuldades regulatórias, tornando necessária maior transparência, respeito às normas do setor e garantia de livre concorrência. O deputado relembrou ainda que já havia encaminhado ofícios anteriormente à ANEEL e ao CADE solicitando apuração dos fatos. No entanto, segundo ele, ainda não houve resposta formal da agência reguladora, enquanto o CADE teria entendido que a análise compete à própria ANEEL.

Além da investigação sobre possíveis práticas anticoncorrenciais, o parlamentar também questiona uma nova exigência implementada pela Energisa Mato Grosso para projetos e instalações com potência transformadora igual ou superior a 10 kVA. Conforme relatado nos documentos apresentados, a concessionária passou a exigir solicitação prévia de orçamento de conexão, sob pena de indeferimento automático dos projetos durante a análise técnica.

O deputado cobra esclarecimentos sobre o fundamento regulatório da medida, se houve anuência prévia da ANEEL e quais impactos econômicos, operacionais e concorrenciais podem surgir a partir da nova exigência. Também foram solicitadas informações sobre estudos técnicos e análises regulatórias que embasaram a implementação da medida.

O debate acontece em um momento em que milhares de consumidores seguem investindo em energia solar buscando redução na conta de luz, liberdade energética e previsibilidade de custos. Enquanto consumidores, integradores e empresas apostam na geração distribuída como alternativa estratégica para o futuro energético do país, novas barreiras regulatórias e exigências técnicas passam a gerar insegurança em diferentes regiões do Brasil.

O setor solar alerta que mudanças regulatórias sem transparência suficiente podem impactar diretamente pequenos integradores, empresas locais, consumidores e novos investimentos em geração distribuída. Para especialistas e entidades do setor, o crescimento sustentável da energia solar depende de regras claras, previsibilidade regulatória, equilíbrio concorrencial e segurança jurídica.

Enquanto alguns ampliam exigências e criam dificuldades operacionais, consumidores e profissionais seguem defendendo um setor mais transparente, competitivo e preparado para a expansão das energias renováveis. A mobilização do setor se torna cada vez mais importante para garantir que decisões regulatórias não prejudiquem a livre concorrência nem limitem o avanço da geração distribuída no Brasil.

A Coalizão Solar MSL segue acompanhando pautas que impactam diretamente consumidores, integradores, investidores e empresas do setor solar, reforçando a importância da participação ativa do mercado na defesa da geração distribuída, da transparência regulatória e da liberdade energética.