Energia elétrica foi o item de maior impacto na inflação do Brasil em 2025

São Paulo, 12 de Janeiro de 2026 – A energia elétrica residencial foi o item de maior impacto individual sobre a inflação do Brasil em 2025, mostram dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados pelo IBGE na última sexta-feira (09/01). A conta de luz acumulou alta de 12,31% no ano, enquanto a inflação do país fechou 2025 em 4,26%.
De acordo com o gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves, a participação da energia elétrica residencial gerou impacto no resultado acumulado no ano de 0,48 ponto percentual, por conta de reajustes que variaram de -2,16% a 21,95%.
Também houve uma maior prevalência de bandeiras tarifárias onerando a conta dos consumidores, diferentemente do que ocorreu em 2024 com 8 meses de bandeira verde, ou seja, sem custo adicional.
Resultados regionais
Todas 16 capitais e regiões metropolitanas incluídas no levantamento do IBGE acumularam aumento na conta de luz no ano passado. O maior deles foi registrado em Porto Alegre (RS): 23,50%. Também se destacam, com aumentos acima da casa dos 18%, as cidades de Goiânia (GO), São Paulo (SP) e São Luis (MA).
Regiões com maiores altas na conta de luz em 2025:
- Porto Alegre (RS): 23,50%
- Goiânia (GO): 23,07%
- São Paulo (SP): 18,64%
- São Luis (MA): 18,06%
- Vitória (ES): 17,48%
Aumento previsto para 2026
As tarifas residenciais de energia devem registrar alta média de 5,4% em 2026, conforme projeções da TR Soluções. Os cálculos foram feitos com base no Serviço para Estimativa de Tarifas de Energia (SETE) aplicando os procedimentos de regulação tarifária para cada uma das 51 concessionárias de distribuição de todo o Brasil. Em termos médios por região do Brasil, os consumidores da região Sul são os que perceberão o maior aumento médio, de quase 10%, seguido pelos do Sudeste (8%).
Leia mais: Tarifa residencial de energia deve subir 5,4% em média no Brasil em 2026
Em média, a variação positiva mais significativa das tarifas está associada ao aumento dos custos de transmissão, que deve sofrer um acréscimo importante. “Essa previsão é reflexo das tarifas de transmissão já definidas para o ciclo 2025/2026 e cujo aumento médio de 12% já é certo para os consumidores atendidos pelas concessionárias que passam por reajuste tarifário no primeiro semestre, mas com aumento menor projetado para as empresas com reajuste no segundo semestre”, explicou o diretor de Regulação da TR Soluções, Helder Sousa.
Fonte: Portal Solar