Brasília, 10 de fevereiro de 2026 — A expansão da Geração Distribuída no Brasil exige mais do que investimentos privados e inovação tecnológica. Ela demanda coordenação institucional, planejamento de rede e responsabilidade regulatória. Foi com esse foco que a Frente Goiana de Geração Distribuída (FGOGD), representada por seu presidente, João Felipe Prado, pelo vice-presidente, Wander Prado, e pelos demais membros da entidade, participou, no dia 06 de fevereiro, de uma reunião estratégica com a equipe de Planejamento de Rede da Equatorial Goiás, realizada em Goiânia, para tratar dos desafios estruturais que hoje impactam a Geração Distribuída no estado.
O encontro permitiu um diálogo técnico direto sobre o atual cenário do sistema elétrico goiano, marcado por um crescimento acelerado da carga e da geração, limitações na infraestrutura de transmissão e distribuição, além de pareceres cada vez mais restritivos do ONS. Soma-se a isso um vácuo regulatório que tem gerado insegurança jurídica, afetado decisões de investimento e, em última instância, impactado o consumidor final.
Um cenário que exige atenção e coordenação
Ficou evidente que os desafios enfrentados pela Geração Distribuída não são pontuais nem isolados. Eles refletem a necessidade de atualização dos modelos de planejamento e de maior integração entre os diversos agentes do setor elétrico.
Sem previsibilidade regulatória e sem expansão coordenada da infraestrutura, o risco é comprometer não apenas o crescimento da GD, mas também a confiabilidade do sistema elétrico como um todo.
Encaminhamentos e consensos avançados
Como resultado do encontro, foram construídos consensos técnicos importantes, que representam avanços concretos para o setor em Goiás:
- Análise técnica individualizada para projetos de microgeração, evitando generalizações que penalizam o consumidor;
- Manutenção do Fast Track para sistemas até 7,5 kW, preservando agilidade e segurança para pequenos geradores;
- Maior transparência nas devolutivas técnicas, garantindo clareza nos pareceres e previsibilidade aos investidores;
- Avaliação de soluções com armazenamento de energia, como alternativa para mitigar restrições de rede;
- Criação de canais diretos de interlocução técnica, fortalecendo o diálogo entre concessionária e setor produtivo.
Esses encaminhamentos reforçam a importância de decisões baseadas em critérios técnicos claros e alinhadas à realidade da expansão da Geração Distribuída.
Transição energética exige responsabilidade institucional
A transição energética não se sustenta sem planejamento, coordenação e diálogo permanente. Concessionárias, associações, órgãos reguladores e governos precisam atuar de forma integrada para garantir segurança jurídica, previsibilidade regulatória e expansão adequada da infraestrutura elétrica.
Nesse contexto, a atuação institucional se torna tão relevante quanto a inovação tecnológica.
Compromisso com o interesse público e o desenvolvimento sustentável
A FGOGD reafirma seu compromisso de seguir atuando de forma técnica, institucional e propositiva, defendendo o interesse público, o consumidor e o desenvolvimento sustentável da Geração Distribuída em Goiás.
O fortalecimento do setor passa, necessariamente, por responsabilidade compartilhada, decisões técnicas bem fundamentadas e diálogo contínuo entre todos os agentes envolvidos.
