Movimento Solar Livre

Marcos Rêgo: uma nova etapa para quem construiu sua trajetória dentro do setor solar.

O debate sobre o futuro da energia brasileira não envolve apenas tecnologia. Envolve economia, segurança jurídica, empregos, competitividade e acesso à energia.

É nesse contexto que se apresenta a trajetória de Marcos Rêgo, empresário e liderança do setor solar na Bahia.

Formado em Administração pela Universidade Federal da Bahia e com mestrado em Administração Pública pela Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, Marcos construiu sua carreira combinando experiência empresarial, formação em gestão e atuação no segmento de energia.

Sua trajetória inclui a presidência da Associação Baiana de Energia Solar Fotovoltaica, além de atuação empresarial no setor. Em seus canais públicos, também tem participado de debates sobre geração distribuída, transição energética, armazenamento, meio ambiente e políticas públicas relacionadas à energia.

O desafio: uma transição energética que exige diálogo

A expansão das fontes renováveis coloca novos desafios para o Brasil.

A geração distribuída, a energia solar, o armazenamento, a mobilidade elétrica e outras tecnologias estão transformando a maneira como consumidores e empresas produzem e utilizam energia.

Para Marcos Rêgo, a discussão precisa envolver não apenas o setor produtivo, mas também consumidores, trabalhadores, empresas e formuladores de políticas públicas.

Em uma manifestação recente, ele defendeu que o consumidor esteja no centro das discussões sobre energia e destacou a possibilidade de combinar redução de custos com fontes de energia limpa.

Da atuação empresarial para o debate público

A experiência acumulada no setor solar passou a ocupar espaço também em sua atuação pública.

Marcos Rêgo teve sua candidatura à Câmara dos Deputados homologada nas convenções realizadas no final de julho e início de agosto de 2026.

A nova etapa mantém como um dos eixos de sua trajetória a discussão sobre transição energética e representação do setor de energia renovável no debate público.

Em 2026, Marcos também foi selecionado para participar do programa de formação de lideranças políticas do RenovaBR, conforme registros públicos em seu perfil profissional.

Uma trajetória construída em diferentes frentes

A história de Marcos Rêgo reúne gestão, empreendedorismo, energia solar e participação em discussões sobre políticas públicas.

Sua experiência no setor permite que temas como geração distribuída, energia limpa, meio ambiente, competitividade e transição energética sejam abordados a partir de uma perspectiva de quem atua diretamente nesse mercado.

Agora, sua trajetória entra em uma nova fase, levando para o debate público a experiência acumulada ao longo de sua atuação profissional.

Energia, inovação e desenvolvimento

Mais do que uma nova etapa profissional, a candidatura a Deputado Federal pela Bahia, representa a entrada de uma liderança do setor solar em um espaço de discussão mais amplo sobre os caminhos da energia no Brasil.

Do conhecimento técnico à atuação no setor energético

Germano Lima Rodrigues Caires é sul-mato-grossense, engenheiro de Energia formado pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), com formação internacional pelo Centennial College, no Canadá. Também atuou como professor na Faculdade de Engenharia da UFGD.

Desde 2017, atua como empresário no setor de energia solar fotovoltaica, desenvolvendo soluções voltadas à geração de energia.

Sua trajetória também inclui o esporte: foi atleta de basquete e campeão estadual, experiência que, segundo sua apresentação pública, marcou sua formação pessoal com valores como disciplina, trabalho em equipe e liderança.

Uma atuação voltada à geração distribuída

A relação de Germano com a geração distribuída também ultrapassa a atuação empresarial.

Ele presidiu a criação da Frente Sul-Mato-Grossense de Geração Distribuída e atualmente ocupa a presidência da entidade. A Frente tem como uma de suas frentes de atuação fortalecer a representação técnica e política do setor em Mato Grosso do Sul.

Em sua trajetória no Movimento Solar Livre, Germano participou de mobilizações relacionadas à geração própria de energia e esteve em Brasília durante as discussões que culminaram na Lei nº 14.300/2022, marco legal da geração distribuída.

A energia como tema estratégico

Para Germano Caires, a discussão sobre energia envolve questões que vão além da tecnologia.

Envolve desenvolvimento econômico, competitividade, acesso à energia, inovação e liberdade de escolha do consumidor.

Em Mato Grosso do Sul, sua atuação também acompanha desafios específicos do estado, como a expansão da geração solar, a necessidade de melhorar a infraestrutura elétrica e o desenvolvimento de novas soluções, incluindo sistemas híbridos e armazenamento de energia.

Um novo capítulo na trajetória

Em 2026, Germano passou a integrar o cenário eleitoral como pré-candidato a deputado federal por Mato Grosso do Sul, mantendo como eixo de sua apresentação pública a experiência acumulada na engenharia, no empreendedorismo e no setor de energia. Fontes públicas de julho de 2026 registram sua inclusão entre os nomes apresentados para a disputa à Câmara dos Deputados no estado.

Sua trajetória reúne três campos que se encontram no mesmo debate: conhecimento técnico, experiência empresarial e participação nas discussões sobre o futuro energético brasileiro.

Energia Solar Distribuída atinge 49,6 GW e consolida seu papel estratégico na matriz elétrica brasileira

A revolução energética já aconteceu. O desafio agora é ampliar o acesso.

Enquanto muitos ainda enxergam a energia solar como uma tecnologia do futuro, os números mostram que ela já faz parte do presente do Brasil.

Os dados mais recentes da ANEEL, compilados pelo Movimento Solar Livre, revelam um setor que continua crescendo, gerando empregos, movimentando a economia e democratizando o acesso à geração de energia.

Hoje, a geração distribuída já representa 18,5% de toda a capacidade instalada da matriz elétrica brasileira, superando diversas fontes tradicionais e consolidando-se como um dos pilares da transição energética nacional.

Mas existe um dado que chama ainda mais atenção: apenas 8,28% das unidades consumidoras brasileiras possuem energia solar instalada.

Ou seja, o mercado ainda está apenas começando.

 

A energia solar já é a segunda maior fonte da matriz elétrica brasileira

A matriz elétrica nacional alcançou 268,4 GW de potência instalada.

Desse total:

  • Hidrelétricas: 41,1%
  • Energia Solar Distribuída: 18,5%
  • Energia Eólica: 13%
  • Gás Natural: 7,2%
  • Biomassa e Biogás: 6,7%
  • Solar Centralizada: 8,4%

Somando a geração distribuída e a geração centralizada, a energia solar já representa 26,9% da capacidade instalada do país, tornando-se uma das principais fontes da matriz elétrica brasileira.

Esse resultado demonstra que a energia solar deixou de ser uma alternativa para ocupar uma posição estratégica na segurança energética nacional.

 

A geração distribuída chegou praticamente a todo o Brasil

Poucos setores conseguiram alcançar uma capilaridade tão grande em tão pouco tempo.

Hoje:

  • 99,96% dos municípios brasileiros possuem sistemas de microgeração distribuída.
  • Apenas 0,04% dos municípios ainda não contam com geração distribuída.
  • 99,54% das usinas conectadas são classificadas como microgeração.

Esses números evidenciam que o crescimento da geração distribuída não está concentrado apenas nas grandes capitais.

Ela já movimenta pequenas cidades, áreas rurais, comércios, indústrias e propriedades agrícolas em praticamente todo o território nacional.

 

Mais de 1,48 milhão de empregos já foram criados

Um dos maiores impactos da geração distribuída está na economia.

Segundo os dados compilados, o setor já gerou 1.488.972 empregos diretos e indiretos em toda a cadeia produtiva.

Os estados que mais empregam são:

  • São Paulo — 214.713 empregos
  • Minas Gerais — 177.952
  • Paraná — 130.172
  • Rio Grande do Sul — 115.160
  • Mato Grosso — 94.785

Esses números demonstram que a energia solar vai muito além da produção de eletricidade.

Ela movimenta instaladores, distribuidores, fabricantes, engenheiros, transportadoras, empresas de tecnologia, instituições financeiras e milhares de pequenos empreendedores espalhados pelo país.

 

São Paulo lidera, mas o crescimento é nacional

O Brasil já possui 4.531.709 sistemas de energia solar distribuída instalados.

Os estados líderes são:

  • São Paulo — 759.169 sistemas
  • Minas Gerais — 442.065
  • Rio Grande do Sul — 425.252
  • Paraná — 331.068
  • Bahia — 327.535

Na potência instalada, o cenário é semelhante.

São Paulo lidera com 7,16 GW, seguido por:

  • Minas Gerais — 5,93 GW
  • Paraná — 4,34 GW
  • Rio Grande do Sul — 3,84 GW
  • Mato Grosso — 3,16 GW

Esses dados confirmam que a expansão da geração distribuída ocorre em todas as regiões do país.

 

Ainda existe um enorme mercado a ser conquistado

Apesar dos números impressionantes, existe um indicador que talvez seja o mais importante de todos.

O Brasil possui aproximadamente 104 milhões de unidades consumidoras.

Dessas:

  • 96,1 milhões ainda não possuem energia solar.
  • Apenas 7,9 milhões utilizam geração distribuída.

Em outras palavras:

91,72% dos consumidores brasileiros ainda não geram sua própria energia.

Isso significa que o potencial de crescimento do setor continua gigantesco.

Além disso, o país incorpora aproximadamente 1,8 milhão de novas unidades consumidoras todos os anos, ampliando continuamente o mercado potencial para a geração distribuída.

 

O desafio agora não é tecnológico. É regulatório.

Os dados mostram que a energia solar distribuída já provou sua eficiência econômica, social e energética.

Ela gera empregos.

Movimenta a economia.

Interioriza investimentos.

Reduz perdas elétricas.

Fortalece a segurança energética.

Democratiza o acesso à produção de energia.

Agora, o grande desafio é garantir um ambiente regulatório estável, previsível e favorável para que milhões de brasileiros que ainda não possuem geração própria possam ter acesso a essa tecnologia.

O crescimento da geração distribuída depende de regras claras, segurança jurídica e políticas públicas que incentivem a livre geração de energia.

 

O futuro da energia no Brasil será cada vez mais distribuído

Os números deixam uma mensagem clara.

A geração distribuída já transformou a matriz elétrica brasileira.

Mas sua maior oportunidade ainda está pela frente.

Com apenas 8,28% das unidades consumidoras atendidas, existe espaço para que milhões de famílias, empresas e produtores rurais passem a produzir sua própria energia nos próximos anos.

Mais do que uma tecnologia, a geração distribuída tornou-se um instrumento de desenvolvimento econômico, geração de empregos, competitividade e liberdade energética.

E acompanhar essa transformação é fundamental para quem deseja participar ativamente do futuro do setor elétrico brasileiro.

A Polêmica dos 14 GW

Há alguns meses, uma afirmação alarmante ecoou no setor elétrico brasileiro: o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apontava para a existência de 14 GW de geração distribuída (GD) irregular no país. Essa cifra, repetida exaustivamente, lançou uma sombra de desconfiança sobre um dos pilares mais promissores da transição energética nacional. A Geração Distribuída, que permite a consumidores e pequenos produtores gerarem sua própria energia, parecia estar sob ataque, com sua reputação questionada e seu futuro incerto.

O Crescimento da Geração Distribuída e a Lei 14.300/2022

A Geração Distribuída, impulsionada principalmente pela energia solar fotovoltaica, tem experimentado um crescimento exponencial no Brasil. Essa modalidade não apenas empodera o consumidor, mas também contribui para a descentralização da matriz energética, a redução de perdas na transmissão e distribuição, e a mitigação de impactos ambientais. A Lei 14.300/2022, que estabeleceu o marco legal para a micro e minigeração distribuída, veio para regulamentar e incentivar ainda mais esse setor, buscando clareza e segurança jurídica para investidores e consumidores.

A Checagem da ANEEL e a Multa Recorde à Neoenergia Coelba

No entanto, a narrativa dos 14 GW de irregularidades não resistiu a uma checagem rigorosa. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), em um movimento decisivo, solicitou dados a cerca de 60 distribuidoras de energia para investigar a fundo a questão. O resultado foi surpreendente e revelador: a ANEEL encontrou apenas 88 MW com indícios de irregularidade. Um número ínfimo, representando míseros 0,7% da cifra irresponsavelmente divulgada pelo ONS. Essa discrepância expôs que o problema não estava na GD em si, mas sim na forma como ela vinha sendo tratada por algumas distribuidoras.

A fiscalização da ANEEL desvendou uma série de práticas problemáticas: atrasos massivos na análise de pedidos, indeferimentos sem base regulatória, exigências técnicas indevidas e um descumprimento sistemático da Lei 14.300/2022. A primeira e mais contundente consequência dessa investigação foi a aplicação de uma multa recorde de R$ 82,7 milhões à Neoenergia Coelba. Esta é a maior penalidade já imposta no país relacionada à Geração Distribuída, e tudo indica que outras distribuidoras podem enfrentar sanções semelhantes.

A Geração Distribuída como Ativo Econômico Estratégico

Este episódio, conforme brilhantemente analisado pelo economista Daniel Lima, expôs uma verdade que há anos pairava no setor: a Geração Distribuída não é uma vilã, mas sim um ativo econômico estratégico para o Brasil. Quando seus impactos reais são devidamente analisados, a conta fecha com folga.

Daniel Lima destaca que, enquanto o subsídio via Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) gira em torno de R$ 19,5 bilhões anuais, os benefícios econômicos totais da GD alcançam impressionantes R$ 33 a R$ 54 bilhões por ano. Esses benefícios incluem a redução da necessidade de acionamento de termelétricas, menor incidência de bandeiras tarifárias, diminuição de perdas técnicas na rede, CAPEX evitado (custos de capital que não precisam ser investidos em infraestrutura de grande porte) e a mitigação do risco hidrológico.

Além dos ganhos econômicos diretos, a Geração Distribuída tem um impacto social e de desenvolvimento notável. Ela já gerou 2,1 milhões de empregos, arrecadou R$ 100,7 bilhões em tributos e preserva entre R$ 14 e R24 bilhões anuais em renda familiar e no caixa de empresas, em sua maioria micro e pequenas. Sem uma, para cada R$ 1 de subsídio, o país recebe de R$ 1,7 a R$ 2,7 em benefícios. A conta não apenas fecha, mas fecha com folga, como enfatiza Daniel Lima.

Uma Nova Fase para o Setor Solar Livre

A tentativa de deslegitimar a Geração Distribuída acabou por iluminar outro problema crucial: a incapacidade, ou a falta de vontade, de parte das distribuidoras em se adaptar ao marco legal e às inovações do setor. Agora, com dados concretos e uma fiscalização ativa por parte da ANEEL, o setor elétrico brasileiro entra em uma nova fase. Uma fase em que a verdade sobre a Geração Distribuída finalmente aparece, consolidando-a como um dos melhores investimentos econômicos e sociais do Brasil.

A Coalizão Movimento Solar Livre reitera seu compromisso em defender e promover a Geração Distribuída, essencial para um futuro energético mais sustentável, democrático e próspero para todos os brasileiros.

 

Créditos: Com base na análise de Daniel Lima, Economista e criador do conceito Economia Estratégica para o Sistema Elétrico.