Movimento Solar Livre

calendário de   acionamento das bandeiras tarifárias que irão vigorar a cada mês no decorrer do ano de 2026 está disponível para consulta dos interessados. Ao longo do ano, a ANEEL divulga, nas datas previstas, a cor da bandeira que estará vigente no mês seguinte.

O sistema implantado em 2015 sinaliza aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica por meio das cores das bandeiras tarifárias (verde, amarela ou vermelha), que indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração de eletricidade. Desta forma, a conta de luz fica mais transparente e o consumidor tem a melhor informação para usar a energia elétrica de forma mais consciente.

Com condições de geração favoráveis, neste mês de janeiro foi acionada a bandeira verde, indicando que não haverá custo adicional nas contas dos consumidores de energia elétrica.

Confira abaixo o calendário previsto para divulgação das bandeiras tarifárias em 2026:

MÊS

DATA DA PUBLICAÇÃO

Fevereiro

30/01/2026

Março

27/02/2026

Abril

27/03/2026

Maio

24/04/2026

Junho

29/05/2026

Julho

26/06/2026

Agosto

31/07/2026

Setembro

28/08/2026

Outubro

25/09/2026

Novembro

30/10/2026

Dezembro

27/11/2026

Janeiro/2027

23/12/2026

São Paulo, 09 de Janeiro de 2026 – A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro, proposta que estimula a instalação de fontes de energia renovável, como painéis solares, em novas obras e oferece descontos em taxas de construção para quem adotar “telhados verdes” ou outros espaços com vegetação.

Na prática, caso a proposta se torne lei, as construtoras que instalarem telhados verdes ou espaços vegetados receberão um desconto na outorga onerosa, uma taxa paga às prefeituras para construir acima do limite básico.

O texto também modifica o Estatuto da Cidade para orientar os governos municipais a criarem estímulos para a geração de energia por fontes renováveis, como a solar, em edificações.

O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Yury do Paredão (MDB-CE), ao Projeto de Lei 2741/24, da deputada Flávia Morais (PDT-GO). Por recomendação do relator, o colegiado rejeitou o parecer adotado pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

Enquanto a versão da Comissão de Meio Ambiente se concentrava em obrigar os municípios a darem descontos em taxas de construção para quem instalasse “telhados verdes”, o novo texto manteve essa ideia e incluiu uma nova diretriz geral no Estatuto da Cidade para estimular o uso de energias renováveis, como a solar, em todas as novas obras e edificações do país, uma medida que não estava prevista na proposta anterior.

Segundo o relator, a medida busca alinhar o desenvolvimento das cidades com as metas de sustentabilidade.

“O poder público poderá atuar como indutor do desenvolvimento sustentável, estimulando os agentes privados a adotarem em suas construções tecnologias como a utilização de placas fotovoltaicas”, afirmou o deputado Yury do Paredão.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Como houve pareceres divergentes entre as comissões de mérito, o projeto de lei, que tramitava em caráter conclusivo, perde essa condição. Agora, a proposta deverá passar pela análise do Plenário.

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Fonte: Câmara dos Deputados

09 de Janeiro de 2026 — A indústria de armazenamento de energia atravessa um período de transformação sem precedentes, impulsionada pela convergência de avanços tecnológicos, imperativos de segurança e uma demanda global por resiliência. Embora as baterias de íon-lítio mantenham sua hegemonia momentânea, observa-se uma pressão crescente por soluções de longa duração.

Este cenário é complexo devido a vetores emergentes, como a expansão massiva da carga elétrica demandada pela Inteligência Artificial (IA) e a necessidade de estabilidade em centros de dados.

 

Armazenamento de Longa Duração e Diversidade Tecnológica

A partir de 2026, o setor deve testemunhar uma diversificação tecnológica robusta, afastando-se da dependência exclusiva de soluções de curto prazo. O armazenamento de energia em baterias de maior duração deixará de ser um nicho para se tornar um pilar essencial da estratégia energética global. Especialistas indicam que modelos de receita mais estáveis, baseados em arbitragem de energia e gerenciamento de congestionamento, serão fundamentais para viabilizar esses projetos em larga escala.

A integração de sistemas híbridos e a geração rápida são vistas como a solução definitiva para oferecer a confiabilidade que os consumidores e a indústria exigem. Para os centros de dados, em particular, o armazenamento de longa duração não é apenas uma opção de sustentabilidade, mas uma necessidade operacional para garantir energia de respaldo contínua e a estabilidade da rede frente a picos de demanda imprevisíveis.

 

Segurança

As preocupações com a segurança operacional estão reaquecendo o interesse em substâncias químicas de armazenamento que eliminem o risco de combustão. A convergência entre as cadeias de suprimentos de veículos elétricos e sistemas de armazenamento está impulsionando inovações “fabricadas em casa” e soluções sem lítio, que prometem melhorar a acessibilidade e a confiança do mercado a longo prazo.

Apesar da queda contínua nos preços das baterias de íons de lítio representar um desafio comercial para novas tecnologias, fatores geopolíticos e a necessidade de evitar interrupções na cadeia de suprimentos podem acelerar a adoção de alternativas mais seguras e abundantes.

 

O Impacto da Inteligência Artificial e a Infraestrutura de Dados

O crescimento exponencial da IA está elevando o padrão de desempenho exigido dos sistemas de armazenamento. Em 2026, o armazenamento será reconhecido como a forma mais rápida e eficaz de adicionar capacidade flexível em zonas de alta demanda. Centros de dados de IA, que operam com ciclos de carga e descarga extremamente frequentes, podem acelerar a degradação de baterias de lítio convencionais, tornando as baterias de fluxo e outras tecnologias de alta densidade opções mais adequadas e rentáveis.

TecnologiaVantagem para Centros de DadosDesafio Principal
Íon-LítioAlta densidade energética e custo reduzido.Degradação acelerada em ciclos frequentes.
Baterias de FluxoLonga vida útil e segurança intrínseca.Custo inicial e complexidade de instalação.
Sistemas HíbridosEquilíbrio entre resposta rápida e duração.Integração de software e controle.

 

Um Ponto de Inflexão Energética

O setor de armazenamento de energia encontra-se em um ponto de inflexão. A busca por maior duração, segurança e resiliência é a bússola que guiará os investimentos nos próximos anos. Com a reforma de permissões e a entrada de capital privado, espera-se que uma regulamentação mais inteligente libere a capacidade necessária para levar energia limpa onde ela é mais urgente, satisfazendo a crescente demanda impulsionada pela revolução digital.

O setor de energia solar e armazenamento da América Latina foi surpreendido com o anúncio do cancelamento da SNEC PV & ES LATAM 2026, a aguardada edição brasileira da maior feira de energia fotovoltaica do mundo. O evento, que estava programado para ocorrer entre os dias 24 e 26 de março de 2026, no Distrito Anhembi, em São Paulo, não será mais realizado.

A decisão foi comunicada oficialmente pelas empresas organizadoras — a chinesa SNEC, a alemã NürnbergMesse Brasil e a consultoria brasileira Oakstream. Em nota, as companhias afirmaram que, embora mantenham a confiança no potencial do mercado, as condições atuais não são ideais para a realização de um evento dessa magnitude.

“A SNEC China, a NürnbergMesse Brasil e a Oakstream informam o cancelamento da SNEC PV & ES LATAM 2026, edição latino-americana do evento global da indústria de energia solar fotovoltaica, armazenamento de energia e eletromobilidade, prevista para ocorrer entre os dias 24 e 26 de março de 2026, em São Paulo (SP). Embora acreditem profundamente nesse mercado, as empresas concluíram que não estão reunidas, neste momento, as condições ideais para a realização do evento.”

O anúncio representa um revés para o setor, que via na feira uma oportunidade estratégica para impulsionar negócios, apresentar inovações e fortalecer a posição do Brasil como um dos líderes globais em energia fotovoltaica. A chegada da SNEC ao país havia sido celebrada como um marco, conectando o mercado latino-americano diretamente ao ecossistema de tecnologia e investimentos da Ásia.

Impacto e Perspectivas Futuras

O cancelamento levanta questionamentos sobre o cenário atual do mercado de energia solar no Brasil, apesar dos números de crescimento expressivos dos últimos anos. Fatores como a instabilidade econômica, mudanças regulatórias e a saturação de alguns segmentos podem ter contribuído para a decisão dos organizadores.

As empresas, no entanto, deixaram uma porta aberta para o futuro, afirmando que “permanecem confiantes no potencial estrutural do setor de energia solar na região e avaliarão novas oportunidades para a realização do evento no País quando o ambiente de mercado se mostrar mais favorável” .

Para os expositores, patrocinadores e congressistas que já haviam realizado inscrições ou iniciado negociações, as organizadoras informaram que entrarão em contato diretamente para fornecer orientações sobre os próximos passos e procedimentos operacionais.