Movimento Solar Livre

26 de agosto de 2025 — O presidente da Frente Amapaense de Geração Distribuída, Inaldo José de Oliveira Junior, tem desempenhado um papel fundamental para transformar este projeto em realidade. Sua dedicação ao setor e trabalho incansável, em conjunto com demais entidades e com o governo, colocaram o Amapá na vanguarda da transição energética, valorizando as condições excepcionais do estado para a geração de energia solar.

O estado do Amapá dá um passo histórico na democratização da energia solar com o lançamento do inovador Programa Amapá Solar Servidor. Esta iniciativa pioneira no Brasil, que beneficiará mais de 26 mil servidores estaduais, representa um marco na política energética nacional e demonstra o comprometimento do estado com o desenvolvimento sustentável.

O programa oferece condições excepcionais de financiamento, com crédito consignado em taxas reduzidas e a facilidade do início dos pagamentos apenas após a instalação completa dos sistemas fotovoltaicos. Esta estrutura diferenciada permitirá que os servidores tenham acesso à energia limpa e renovável, resultando em significativa economia nas contas de energia elétrica.

📊 Impactos esperados do programa:

  • Mais de 15 mil sistemas fotovoltaicos instalados

  • Geração de aproximadamente 4.750 empregos diretos

  • Estímulo à economia local e ao setor de energia solar

  • Redução das emissões de carbono e fortalecimento da sustentabilidade

Mais do que uma política pública, o Programa Amapá Solar Servidor representa um divisor de águas para o setor energético nacional, unindo inovação, sustentabilidade e justiça social.

O Amapá se torna, assim, exemplo para todo o Brasil, mostrando que é possível construir políticas públicas que transformam a vida das pessoas e fortalecem o futuro da energia limpa no país.

São Paulo, 11 de Agosto de 2025 – As energias renováveis ajudaram o mundo a economizar cerca de 470 bilhões de dólares em gastos com combustíveis fósseis no último ano.

O Brasil se consolida como uma das quatro maiores potências do setor. Com uma matriz energética mais limpa e diversificada, o país se sobressai na produção de energia solar, eólica e biocombustíveis — o que garante benefícios ambientais e econômicos para a população.

De acordo com projeção do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), as fontes renováveis representarão mais da metade da matriz elétrica brasileira em menos de quatro anos. A previsão é que, em 2029, as energias solar e eólica respondam por 51% da capacidade instalada no país, superando as hidrelétricas, que deverão ter participação de 41,5%.

Em 2024, a redução do uso de combustíveis fósseis resultou em uma economia superior a 467 bilhões de dólares em todo o planeta, segundo relatório da Agência Internacional para Energias Renováveis.

No Brasil, a energia solar foi responsável por mais de 450 mil novos postos de trabalho no último ano. O grande desafio agora é manter o ritmo de crescimento. Para isso, são necessários mais investimentos em infraestrutura e novos acordos internacionais.

Fonte : TV Cu

 

 

São Paulo,11 de Agosto de 2025 – A Prefeitura de São Paulo ajuizou uma Ação Civil Pública na Justiça Federal nesta quarta-feira (6) para impedir a renovação automática da concessão da Enel, distribuidora de energia elétrica responsável pelo serviço na capital.

O contrato atual se encerra em 2028, mas a administração municipal cobra uma reformulação nos critérios de avaliação da empresa antes que qualquer renovação seja considerada.

A Enel Distribuição São Paulo detém uma concessão federal gerida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para distribuir energia elétrica em 24 municípios da região metropolitana, incluindo a capital, atualmente atendendo cerca de 8 milhões de pessoas.

A decisão ocorre após anos de queixas e apagões recorrentes desde que a multinacional italiana assumiu o controle da antiga Eletropaulo, em 2018.

Segundo a prefeitura, as falhas se intensificam durante chuvas e vendavais, deixando bairros inteiros sem luz por vários dias — inclusive locais essenciais, como hospitais, escolas e abrigos.

“A população não pode continuar à mercê da omissão e da ineficiência de uma concessionária que ignora nossas particularidades ambientais e urbanas”, disse a procuradora-geral do município, Luciana Sant’Ana Nardi.

 

“Não é possível aceitar a prorrogação automática da concessão sem garantias de um serviço à altura da maior cidade do país”, completou.

Em nota, a Enel informou que “cumpre com os indicadores previstos no contrato de concessão e tem realizado uma série de melhorias para aprimorar de forma contínua o serviço prestado. Com o reforço estrutural do plano operacional, que incluiu a contratação de 1.200 novos eletricistas, de novembro a março, a Enel reduziu em 50% o tempo médio de atendimento (TMA), registrando o melhor indicador dos últimos anos” (veja a íntegra abaixo).

A ação judicial mira a União e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), responsáveis pela regulação do setor, cobrando que as especificidades ambientais, urbanas e climáticas de São Paulo sejam consideradas na avaliação da concessionária.

A prefeitura argumenta que os atuais critérios de desempenho não consideram, por exemplo, a densa arborização da cidade nem o impacto das mudanças climáticas, como fortes chuvas e vendavais.

Procurada, a Aneel não se manifestou sobre a ação até a última atualização desta reportagem.

 

Riscos

A capital paulista tem mais de 650 mil árvores em vias públicas, sendo mais de um terço delas localizadas na chamada “zona controlada” da rede elétrica, cuja manutenção é responsabilidade da Enel. 

Diretor de Operações da Enel fala sobre a falta de energia na região Central de SP

A gestão municipal acusa a empresa de negligência. Segundo a prefeitura, milhares de pedidos de poda e remoção de árvores feitos pelas subprefeituras estariam sendo ignorados, aumentando o risco de quedas durante tempestades.

Na semana passada, a Enel afirmou que vem intensificando suas ações preventivas de poda de árvores em toda a área de concessão, com foco na continuidade do fornecimento de energia.

Segundo a empresa, no primeiro semestre de 2025, foram executadas cerca de 372 mil podas, sendo quase 150 mil apenas na cidade de São Paulo.

Já a prefeitura afirma que, entre 2021 e 2024, foram plantadas mais de 200 mil árvores e que somente em 2024 foram realizadas mais de 163 mil podas preventivas. Pelo quarto ano seguido, São Paulo recebeu o título de “Cidade Árvore do Mundo” da ONU.

Em 2024, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), cobrou intervenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para romper o contrato com a Enel.

Na época, a prefeitura se disse “indignada com a falta de respeito da Enel com a população de São Paulo” após frequentes problemas de falta de energia na cidade.

 

Contrato

O contrato de concessão da Enel vence em 2028, mas em março deste ano a Enel e outras distribuidoras pediram à Aneel a prorrogação das concessões por 30 anos.

Isso abriu espaço para que a Enel e outras distribuidoras renovassem antecipadamente seus contratos que venceriam entre 2025 e 2031.

Na ação desta quarta, a administração paulistana pede:

 

    • A suspensão da renovação automática da concessão da Enel;
    • A criação de um plano de contingência específico para a capital;
    • Metas claras de atendimento e punições em caso de descumprimento;
    • A revisão dos critérios técnicos, operacionais e ambientais de avaliação da concessionária.

A Prefeitura de São Paulo afirmou que continuará pressionando por melhorias na qualidade dos serviços públicos prestados à população, com foco na proteção ambiental e na adaptação às mudanças climáticas.

 

O que diz a Enel

“A Enel Distribuição São Paulo reitera seu forte compromisso com os 8 milhões clientes da área de concessão, que inclui a capital e 23 municípios. A companhia cumpre com os indicadores previstos no contrato de concessão e tem realizado uma série de melhorias para aprimorar de forma contínua o serviço prestado. Com o reforço estrutural do plano operacional, que incluiu a contratação de 1.200 novos eletricistas, de novembro a março, a Enel reduziu em 50% o tempo médio de atendimento (TMA), registrando o melhor indicador dos últimos anos. 

Além de ampliar a contratação de profissionais próprios para atuação em campo, a companhia ampliou as manutenções preventivas e as podas de galhos em contato com a rede elétrica. Apenas no ano passado, a distribuidora realizou mais de 600 mil podas, o dobro do realizado em 2023. Este ano, até o momento, já foram realizadas mais 370 mil podas, sendo cerca de 150 mil na capital. A companhia acrescenta que realiza reuniões frequentes com representantes da prefeitura de São Paulo e dos demais municípios para acompanhamento do trabalho realizado. 

A distribuidora também vem ampliando de forma constante e significativa os investimentos. De 2025 a 2027, a companhia está investindo R$10,4 bilhões, montante recorde para a região, em função do avanço dos eventos climáticos. O investimento será destinado à melhoria, reforço, digitalização e expansão do sistema de distribuição.”

Fonte : SPTV

 

São Paulo, 11 de Agosto de 2025. – O Ministério de Minas e Energia anunciou novos investimentos de R$ 423,9 milhões no Acre e em Rondônia, pelo programa Luz Para Todos, que envolvem a instalação de painéis fotovoltaicos e baterias.

Foram assinadas duas novas etapas do programa Luz para Todos no Acre, para R$ 250 milhões em investimentos que já garantem o acesso à energia elétrica para aproximadamente seis mil novas unidades consumidoras, entre residências e pequenos comércios no estado. Também foi assinada a liberação de R$ 173,9 milhões para a execução de um novo programa de obras do Luz para Todos em Porto Velho, Rondônia. Serão atendidas quase seis mil famílias com o kit de painéis e baterias para a produção de energia.

Desde 2003, o Luz para Todos conectou 430 mil rondonienses, quase um quarto da população do estado. Foram investidos R$ 690 milhões em Rondônia. No Acre, o programa já beneficiou 280 mil pessoas, o que equivale a um terço da população do estado.

Além da ampliação do Luz para Todos, também foram inauguradas duas novas subestações da Energisa, localizadas em Feijó, Cruzeiro do Sul e Tarauacá, no Acre. Juntas, elas representam R$ 190 milhões em investimentos e beneficiarão cerca de 70 mil pessoas. Silveira também destacou a recente conexão do município de Cruzeiro do Sul ao Sistema Interligado Nacional (SIN), obra que contou com R$ 720 milhões em recursos e permitirá a economia de 6 milhões de litros de diesel por ano, reduzindo a emissão de 1,5 milhão de toneladas de CO₂ na Amazônia.

Fonte : PV Magazine