Movimento Solar Livre

São Paulo, 01 de agosto de 2025 – As autoridades do setor elétrico revisaram para cima a previsão de crescimento da produção de eletricidade proveniente de mini e micro geração distribuída (MMGD) neste ano. A nova estimativa é que esses sistemas de menor porte, como painéis solares instalados em terrenos ou telhados e residências e indústrias, devem produzir 6.836 megawatts médios (MWmed) – mais do que a garantia física da hidrelétrica de Belo Monte. O montante corresponde a um crescimento de 29% frente 2024. No início do ano a expectativa era de um crescimento 26%.

A partir do ano que vem, o Operador Nacional do Setor Elétrico (ONS), a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) esperam uma desaceleração do crescimento, para 15% em 2026, 10% em 2027, 8% em 2028 e 7% em 2029 – porcentuais com ajuste de 1 ponto porcentual para baixo frente a previsão anterior. O crescimento médio anual será de 13,9%, atingindo 10.070 GWmed ao fim da década. 

O volume maior de produção previsto para este ano se deve a um aumento da base instalada já verificada. Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica, existem atualmente 41,98 gigawatts (GW) de potência instalada em mais de 3,7 milhões de sistemas de GD. De acordo com as instituições setoriais, o País deve encerrar o ano com 46 GW – antes estimavam 45 GW. E a previsão é que em 2029 sejam 65 GW de capacidade distribuída – mais do que o total de usinas eólicas e solares de grande porte hoje em operação no País. 

A despeito dos ajustes nas projeções, ONS, CCEE e EPE não alteraram as premissas que balizam as estimativas sobre MMGD. As instituições seguem destacando a sobreoferta de módulos fotovoltaicos em todos os segmentos da cadeira de valor e citam, entre os fatores positivos para a expansão, a redução do preço dos equipamentos observada em 2024, o ainda baixo porcentual de adotantes de geração distribuída no País, a expansão de veículos elétricos, o aumento de sistemas sem conexão com a rede de distribuição (grid zero), além dos benefícios fiscais. Lembram ainda das políticas de incentivo ao segmento por meio do Minha Casa Minha Vida (MCMV) e do Programa de Energia Renovável Social (PERS).

Por outro lado, citam como fatores negativos para um crescimento ainda mais intenso como o aumento do Imposto de Importação de módulos fotovoltaicos, a volatilidade do dólar, a saturação do mercado de alto consumo, e o aumento das taxas de juros, uma vez que 50% dos sistemas são financiados. Consideram, ainda, questões técnicas setoriais como a inversão de fluxo em algumas regiões, alegada pelas distribuidoras para negar acesso a novos sistemas, mudanças na cobrança de tarifa fio após a Lei nº 14.300, e incertezas pós-2028.

Fonte: Estadão

São Paulo, 31 de Julho de 2025 – O Movimento Solar Livre (MSL) marca presença mais uma vez na Intersolar South America, um dos maiores eventos do setor solar do continente, reafirmando seu papel como apoiador estratégico do avanço da energia solar no Brasil.

Com participação ativa no evento, o MSL reforça sua missão de defender um mercado livre, competitivo e sustentável, contribuindo para pautas essenciais da transição energética no país.

A parceria com a Intersolar fortalece a atuação do movimento junto a empresas, associações e lideranças do setor. Hewerton Martins, presidente do MSL, também estará presente durante os três dias de feira, uma ótima oportunidade para integradores conversarem diretamente com ele e trocarem ideias sobre o futuro da energia solar no Brasil.

Os visitantes poderão conhecer de perto as ações do movimento no stand do MSL e acompanhar conteúdos exclusivos produzidos diretamente do evento, reforçando o compromisso de levar informação de qualidade e atualizada para todo o ecossistema solar brasileiro.

Redação

30 de julho de 2025

Na última terça-feira, uma conquista relevante para o setor solar brasileiro foi oficialmente entregue: a inauguração do novo Laboratório de Ensaios de Módulos Fotovoltaicos, no campus do INMETRO em Xerém (RJ). A estrutura representa um passo estratégico rumo à consolidação de um setor mais seguro, transparente e tecnicamente confiável.

O Movimento Solar Livre (MSL), entidade nacional que atua pela liberdade energética e pela defesa da geração distribuída no Brasil, foi um dos apoiadores institucionais da iniciativa. O presidente do MSL, Hewerton Martins, destacou que a entrega do laboratório marca mais do que um avanço técnico — é uma afirmação de maturidade e responsabilidade coletiva do setor solar.

“Garantir qualidade nos equipamentos não é apenas proteger o consumidor. É proteger todo o ecossistema da energia solar: desde o integrador ao investidor, do pequeno gerador ao grande operador. O Brasil precisa confiar no que gera. E o MSL está aqui para defender essa confiança”, afirmou Hewerton Martins.

 

Uma parceria entre entidades que acreditam no futuro

O projeto é fruto da articulação entre o INMETRO – Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia, o Movimento Solar Livre (MSL), o INEL e a ABGD. Mesmo em um cenário de escassez orçamentária e desafios estruturais, a construção do laboratório tornou-se possível graças a um esforço coletivo, pautado pela eficiência no uso dos recursos públicos e pela cooperação entre entidades comprometidas com a credibilidade do setor.

 

O que representa esse laboratório?

O novo laboratório permitirá realizar ensaios padronizados, confiáveis e rastreáveis em módulos fotovoltaicos, o que contribui diretamente para:

  • Aumentar a segurança técnica dos sistemas instalados no Brasil;
  • Fortalecer a rastreabilidade e transparência na cadeia de equipamentos;
  • Auxiliar órgãos reguladores na definição de políticas públicas mais justas;
  • Evitar fraudes, perdas de eficiência e riscos ao consumidor final.

 

O papel do MSL nessa transformação

O Movimento Solar Livre tem se posicionado fortemente na defesa de práticas mais transparentes, da boa regulação e da integridade técnica no setor. Para o MSL, este laboratório não é um ponto de chegada — mas sim, um marco de partida para novas conquistas estruturantes, que devem fortalecer ainda mais a geração distribuída no Brasil.

A entidade seguirá contribuindo para que a qualidade dos produtos esteja alinhada à liberdade de gerar a própria energia, com segurança jurídica, técnica e institucional.

 

Um setor unido cresce mais forte

Este é um exemplo de que quando as lideranças se unem em torno de uma causa comum — como a qualidade e a transparência — o setor solar brasileiro avança.

A inauguração do Laboratório de Ensaios de Módulos Fotovoltaicos reforça que o futuro da energia limpa no Brasil precisa estar alicerçado não apenas em números, mas em confiança, boas práticas e excelência técnica.

O MSL seguirá presente, firme, para garantir que cada etapa da cadeia fotovoltaica represente o que defendemos: liberdade, qualidade e sustentabilidade real.

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São Paulo, 28 de Julho de 2025 – O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, inauguraram nesta segunda-feira (28/07), no Porto do Açu, no Rio de Janeiro, a UTE GNA II — a maior usina termelétrica a gás natural do Brasil. Com 1,7 gigawatts (GW) de capacidade instalada, a planta é capaz de abastecer 8 milhões de residências, reforçando a segurança e a confiabilidade do sistema elétrico nacional.

A construção da usina contou com R$ 7 bilhões em investimentos, sendo R$ 3,9 bilhões financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e está enquadrada no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).

Durante a cerimônia, o presidente Lula destacou o compromisso do governo com a justiça social e a valorização da renda das famílias mais vulneráveis por meio de programas criados pelo Ministério de Minas e Energia (MME), como o Luz do Povo e o Gás para Todos.

“A partir de agora, neste país, quem consumir até 80 kWh de energia não pagará mais nada de energia elétrica. E quem consumir até 120 kWh vai pagar pela diferença. Vamos garantir que 17 milhões de famílias mais pobres o gás de graça para poder cozinhar o seu feijão, o seu arroz. Ele vai comprar o que comer. E quando ele compra o que come, quem vai ganhar é quem produz”, disse Lula.

Na ocasião, o ministro Alexandre Silveira destacou que o empreendimento impulsiona o desenvolvimento regional e promove inclusão social. “Dez mil empregos diretos foram gerados só na construção da dessa nova usina. Isso sem falar nos dois programas de qualificação profissional oferecidos: 750 trabalhadores já capacitados, e 25% das vagas do último programa foram destinadas para mulheres. Isso é equidade de gênero no setor elétrico”, afirmou.

O ministro ressaltou ainda o impacto estratégico da usina para o sistema elétrico nacional. “Teremos ainda mais musculatura ao Sistema Interligado Nacional. Energia firme, capaz de atender a demanda dos estados do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do Espírito Santo. Isso representa 10% de toda a geração termelétrica a gás do país”, finalizou.

Durante o evento, Silveira e o diretor-presidente da GNA, Emmanuel Delfonse, assinaram uma Carta de Intenções da empresa para investir no desenvolvimento de projetos estruturantes nas áreas de energia e gás natural, com potencial de atrair até R$ 20 bilhões. A iniciativa é parte do Plano Nacional Integrado das Infraestruturas de Gás Natural, criado pelo programa Gás Para Empregar, e reforça a estratégia do Governo Federal para a transição energética. A medida contribui ainda para a consolidação do Porto do Açu como um dos principais hubs de gás e energia do país.

A UTE GNA II opera com tecnologia de ciclo combinado — três turbinas a gás e uma a vapor — o que proporciona eficiência energética recorde de 62%, a maior do mercado brasileiro. Além disso, a planta já está preparada para utilizar até 50% de hidrogênio em sua operação, o que a posiciona como referência para a transição energética justa e sustentável.

Integrada ao terminal de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL) do Porto do Açu, a usina se soma à UTE GNA I, já em operação, elevando a capacidade instalada do complexo para 3 GW — o maior da América Latina no segmento de termelétricas a gás natural.

Por :Assessoria Especial de Comunicação Social – MME