Movimento Solar Livre

Brasília, 17 de fevereiro de 2026 — O setor de energia solar no Ceará dá um passo estratégico com o lançamento oficial da Frente Cearense de Geração Distribuída (FCEGD), marcado para o dia 23 de fevereiro, em Fortaleza. A iniciativa reúne integradores, autoridades políticas e formadores de opinião do segmento em um movimento de consolidação institucional da geração distribuída no Estado.

Criada para representar, fortalecer e defender a geração distribuída e a energia solar no Ceará, a FCEGD nasceu com o objetivo de conectar o ecossistema local às decisões políticas e regulatórias que impactam diretamente o setor.

O que é a Frente Cearense de Geração Distribuída (FCEGD)

A FCEGD é uma articulação institucional estruturada para dar voz organizada aos pequenos e médios empreendedores da geração distribuída no Ceará. A entidade atua como braço regional do Movimento Solar Livre, organização com atuação nacional e presença em Brasília, que mantém diálogo permanente com órgãos decisórios do setor elétrico.

Enquanto o Movimento Solar Livre concentra sua atuação no plano federal, a Frente Cearense de Geração Distribuída assume a liderança da mobilização no Ceará, fortalecendo o relacionamento institucional no âmbito estadual e ampliando de forma estratégica a representatividade do setor solar cearense.

Segurança jurídica e previsibilidade regulatória como prioridade

Entre as pautas estratégicas da frente estão discussões regulatórias consideradas centrais para o mercado de energia solar em 2026. A atuação institucional inclui acompanhamento e posicionamento sobre temas como:

  • Marco Legal da Geração Distribuída

  • Medidas provisórias e propostas legislativas com impacto no setor

  • Segurança jurídica para integradores e consumidores

  • Previsibilidade regulatória e estabilidade de investimentos

O fortalecimento institucional busca garantir que o setor solar no Ceará tenha participação ativa nos debates que definem o futuro da geração distribuída no Brasil.

Evento de lançamento reúne lideranças do setor solar

O evento oficial contará com palestras e debates estratégicos voltados para o cenário regulatório e as perspectivas do mercado para 2026.

Entre os palestrantes confirmados estão:

  • Hewerton Martins, presidente do Movimento Solar Livre — Coalizão Solar

  • Lucas Melo, presidente da FCEGD

  • Mário Viana, integrante da direção da FCEGD

As apresentações abordarão tendências regulatórias, oportunidades de crescimento, inovação tecnológica e os desafios institucionais que devem moldar o setor nos próximos anos.

Durante o evento, também será realizada a entrega do Troféu Energia Livre, reconhecimento institucional às autoridades que apoiaram pautas estratégicas da geração distribuída.

Articulação política e organização setorial ganham força no Ceará

O lançamento da FCEGD marca uma nova fase de organização do setor solar cearense. Em um ambiente regulatório cada vez mais complexo, a articulação institucional passa a ser elemento-chave para proteger investimentos, ampliar oportunidades e garantir competitividade.

A iniciativa sinaliza maturidade do mercado local e reforça a importância da mobilização estruturada para assegurar que a geração distribuída continue crescendo com segurança jurídica e estabilidade regulatória.

Com a criação da Frente Cearense de Geração Distribuída, o Ceará se posiciona de forma mais estratégica no cenário nacional da energia solar, ampliando sua capacidade de diálogo e influência nas decisões que impactam o futuro do setor elétrico brasileiro.

 

Brasília, 12 de fevereiro de 2026 — O Movimento Solar Livre – Coalizão Solar encaminhou documento formal ao Banco do Nordeste do Brasil (BNB) manifestando preocupação com a nova exigência de aquisição exclusiva de equipamentos fabricados ou nacionalizados no Brasil para acesso à linha de crédito FNE Sol.

A medida, que impacta diretamente o financiamento de projetos de energia solar no Nordeste e no Norte de Minas Gerais, pode gerar aumento significativo de custos e reduzir a competitividade do setor fotovoltaico regional.

A iniciativa é resultado de uma ação conjunta do Movimento Solar Livre – Coalizão Solar com os presidentes das Frentes Estaduais dos estados atendidos pelo Banco do Nordeste, reforçando a atuação coordenada e institucional em defesa do setor solar.

O que é o FNE Sol e qual sua importância para a energia solar no Nordeste

O FNE Sol é uma linha de crédito do Banco do Nordeste voltada ao financiamento de projetos de energia solar, com condições diferenciadas e juros subsidiados.

A política foi fundamental para:

  • Ampliar o acesso à geração distribuída

  • Estimular investimentos em energia limpa

  • Impulsionar a economia regional

  • Gerar mais de 257 mil empregos diretos no Nordeste

O setor solar tornou-se um dos principais vetores de desenvolvimento econômico regional, especialmente em estados como Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Maranhão, Piauí e Minas Gerais.

Impactos da exigência de equipamentos nacionalizados no FNE Sol

Embora a medida tenha como objetivo fortalecer a indústria nacional, o Movimento Solar Livre alerta para efeitos econômicos imediatos.

Aumento de custos de até 30%

Equipamentos nacionais podem apresentar custo até 30% superior aos importados. A diferença decorre de fatores como:

  • Escala global de produção

  • Cadeias produtivas consolidadas

  • Competitividade tecnológica

  • Condições cambiais favoráveis à exportação

Esse aumento impacta diretamente o valor final dos projetos financiados pelo FNE Sol.

Restrição de portfólio e limitação tecnológica

A capacidade produtiva nacional ainda é limitada frente à demanda do mercado.

Em 2024:

  • Produção nacional aproximada: 1 MW

  • Instalações no mesmo período: 17 MW

  • Participação da produção nacional: pouco mais de 5% do consumo brasileiro

Essa disparidade pode restringir opções tecnológicas, prazos e competitividade dos projetos.

Impacto nas empresas integradoras e nos empregos

O setor fotovoltaico é majoritariamente composto por empresas integradoras, responsáveis pela instalação, engenharia e comercialização dos sistemas.

O aumento de custos pode:

  • Reduzir a contratação de projetos

  • Diminuir o ritmo de crescimento do mercado

  • Impactar empregos diretos e indiretos

  • Reduzir arrecadação de impostos nos estados

O risco é o desaquecimento de um setor que vinha se consolidando como motor de desenvolvimento regional.

A Força da Atuação Conjunta das Frentes Estaduais

A mobilização institucional conduzida pelo Movimento Solar Livre – Coalizão Solar contou com a atuação conjunta dos presidentes das Frentes Estaduais dos estados atendidos pelo Banco do Nordeste.

Essa articulação demonstra que a organização regional é essencial para:

  • Defender o setor solar

  • Dialogar tecnicamente com instituições financeiras

  • Construir soluções equilibradas

  • Garantir previsibilidade ao mercado

Por isso, fortalecer a Frente do seu estado é estratégico. Quanto maior a representatividade institucional, maior a capacidade de influência e diálogo em decisões que impactam diretamente o setor.

Próximos Passos: Diálogo Institucional com o Banco do Nordeste

O Banco do Nordeste confirmou o recebimento do documento e sinalizou abertura para reunião técnica institucional.

O Movimento Solar Livre – Coalizão Solar seguirá atuando de forma propositiva e responsável, buscando soluções que conciliem:

  • Fortalecimento da indústria nacional

  • Competitividade do mercado

  • Geração de empregos

  • Sustentabilidade econômica da energia solar

A transição energética precisa ocorrer com equilíbrio regulatório, segurança jurídica e previsibilidade para quem investe, gera empregos e contribui para o desenvolvimento regional.

 

Brasília, 11 de fevereiro de 2026 — A transição energética brasileira avança para uma etapa decisiva. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 280 milhões para a WEG reformar uma planta industrial e construir, em Itajaí (SC), a maior e mais moderna fábrica de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) do país.

Mais do que um investimento industrial, o projeto representa um marco estratégico para o sistema elétrico nacional, ao fortalecer a segurança energética, ampliar a resiliência da rede e criar condições para a expansão sustentável das fontes renováveis, como a energia solar e a eólica.

Armazenamento de energia: o elo que faltava na transição energética

O crescimento acelerado das fontes renováveis trouxe ganhos ambientais e econômicos relevantes, mas também evidenciou um desafio estrutural: a intermitência da geração. É nesse contexto que os sistemas de armazenamento de energia em baterias ganham protagonismo.

Os sistemas BESS permitem:

  • Armazenar excedentes de geração em momentos de baixa demanda;
  • Liberar energia nos períodos de maior consumo;
  • Reduzir oscilações e interrupções no fornecimento;
  • Aumentar a estabilidade e a confiabilidade da rede elétrica.

Na prática, a transição energética deixa de ser apenas uma agenda de geração e passa a ser um desenho sistêmico, que envolve geração, armazenamento, controle e gestão inteligente da energia.

Primeiro projeto da chamada para minerais estratégicos da transição energética

O financiamento aprovado é o primeiro projeto contratado no âmbito da Chamada Pública para Seleção de Planos de Negócio para Investimentos na Transformação de Minerais Estratégicos para a Transição Energética e Descarbonização, uma ação conjunta de fomento do BNDES e da Finep.

Além do impacto tecnológico, a nova unidade fabril deve gerar 90 novos postos de trabalho, reforçando o papel da transição energética como vetor de desenvolvimento econômico e industrial.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o projeto é estratégico para o país por contribuir diretamente para a descarbonização, a segurança energética e a expansão das fontes renováveis, dentro de um novo ciclo de desenvolvimento baseado em inovação e sustentabilidade.

Indústria nacional, tecnologia avançada e autonomia produtiva

A nova fábrica ampliará a capacidade produtiva da WEG em sistemas BESS para até 2 GWh por ano, o equivalente a cerca de 400 sistemas de 5 MWh. Um dos diferenciais será a adoção da arquitetura cell-to-pack, já utilizada pelos principais players globais, que permite maximizar o desempenho e a eficiência das baterias.

O projeto também se destaca por:

  • Elevado grau de automação industrial;
  • Linhas de montagem automáticas e semiautomáticas;
  • Uso de robôs móveis autônomos (AMR);
  • Implantação de um laboratório de testes e desenvolvimento;
  • Subestação própria e ampliação da planta industrial.

Essa estrutura permitirá maior autonomia tecnológica, suporte local aos clientes e desenvolvimento contínuo de novas soluções para diferentes aplicações.

Impactos para o setor solar e o mercado de energia

Para o setor solar, especialmente para a geração distribuída e o mercado comercial e industrial (C&I), o avanço do armazenamento representa uma mudança estrutural.

Com sistemas de baterias fabricados no Brasil, o mercado passa a contar com:

  • Maior previsibilidade operacional;
  • Redução de cortes de geração e desperdícios;
  • Novos modelos de negócio baseados em flexibilidade energética;
  • Mais segurança para consumidores e empresas;
  • Integração mais eficiente entre geração solar e rede elétrica.

O armazenamento se consolida, assim, como um pilar essencial para a próxima fase de crescimento das energias renováveis no país.

O papel do armazenamento na segurança energética

Os sistemas BESS armazenam energia elétrica e a liberam quando necessário, ajudando a estabilizar as redes. Isso se torna cada vez mais relevante com a ampliação da participação das renováveis na matriz elétrica.

Esses sistemas são formados por módulos compostos por células de bateria — sendo as de íon-lítio as mais comuns atualmente, devido à alta densidade energética, maior vida útil e eficiência. Dependendo da aplicação, também podem ser utilizadas outras tecnologias, como chumbo-ácido, sódio-enxofre, baterias de fluxo e níquel-cádmio.

A WEG utilizará células novas, de grau A, mas já estuda a viabilidade técnica da reutilização de baterias de segunda vida, alinhando inovação tecnológica e economia circular.

Transição energética exige política pública estruturante

O apoio do BNDES evidencia um ponto central: a transição energética precisa de planejamento, política pública e indústria nacional forte. Sem investimentos em armazenamento, modernização do grid e inovação, a expansão das renováveis pode gerar gargalos técnicos, custos adicionais e insegurança operacional.

Uma transição energética bem-sucedida combina eficiência técnica, viabilidade econômica e benefícios concretos para a sociedade.

O posicionamento do Movimento Solar Livre

Movimento Solar Livre (MSL) acompanha de forma ativa os avanços estruturais do setor elétrico brasileiro. Acreditamos que o armazenamento de energia será um dos pilares centrais da transição energética na próxima década.

Defendemos uma agenda que promova:

  • Integração inteligente das fontes renováveis;
  • Segurança energética e resiliência do sistema elétrico;
  • Fomento à indústria nacional, preservando a competitividade e assegurando o crescimento do setor de energia solar;
  • Clareza regulatória e previsibilidade;
  • Uma transição justa, transparente e sustentável.

O futuro da energia no Brasil já está em construção — e o armazenamento de energia é parte essencial desse caminho.

Fonte: Agência BNDES de Notícias

Brasília, 10 de fevereiro de 2026 — A Comissão de Minas e Energia (CME) da Câmara dos Deputados é um dos espaços mais estratégicos do Congresso Nacional para decisões que impactam diretamente a vida de milhões de brasileiros — inclusive daqueles que já optaram pela geração de energia solar própria como alternativa econômica, limpa e sustentável.

Nesta terça-feira (3), o deputado Joaquim Passarinho (PL-PA) foi eleito, por unanimidade (28 votos), presidente da Comissão de Minas e Energia. A escolha ocorre em um momento decisivo para o setor energético brasileiro, marcado por debates sobre transição energética, segurança do sistema elétrico, expansão das renováveis e desafios regulatórios.

Entre os temas prioritários anunciados pelo novo presidente estão a discussão sobre a exploração de petróleo na Margem Equatorial, o planejamento para a substituição gradual de fontes fósseis por biocombustíveis e combustíveis do futuro, além de problemas estruturais do setor elétrico, como os gargalos enfrentados pelas eólicas no Nordeste.

Passarinho também afirmou que pretende promover audiências com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e com representantes dos diversos segmentos do setor para buscar soluções mais rápidas, especialmente em um ano eleitoral.

“Esta comissão pode ser um ponto de referência da interlocução. O Brasil tem enormes potenciais em energia e mineração, mas ainda precisa avançar muito do ponto de vista legislativo para transformar esse potencial em benefício real para a população”, destacou o deputado.

Energia solar distribuída: setor pronto para o diálogo

O setor de energia solar distribuída já é uma realidade consolidada no Brasil. Presente em todos os estados, ele movimenta empregos, renda, desenvolvimento regional e fortalece a soberania energética, ao permitir que consumidores gerem sua própria energia de forma limpa e eficiente.

O Movimento Solar Livre (MSL) entende que este novo ciclo na Comissão de Minas e Energia representa uma oportunidade concreta de construção institucional. Mais do que defender pautas, o setor solar está preparado para contribuir com dados técnicos, experiências práticas e propostas regulatórias que ampliem o acesso à energia limpa e tragam previsibilidade para consumidores, integradores e investidores.

A geração distribuída não é apenas uma tecnologia: é uma política pública que impacta diretamente a economia local, reduz custos para famílias e empresas e fortalece a transição energética brasileira.

Compromisso institucional e construção conjunta

O Movimento Solar Livre reafirma sua disposição para colaborar de forma técnica, responsável e propositiva com o Congresso Nacional, especialmente com a Comissão de Minas e Energia. Acreditamos que o diálogo institucional é o caminho para garantir segurança jurídica, equilíbrio regulatório e desenvolvimento sustentável do setor elétrico.

A energia solar distribuída conta com um olhar atento, democrático e comprometido com o futuro energético do Brasil.