Movimento Solar Livre

A geração de energia solar em Minas Gerais segue quebrando recordes e, desta vez, o estado alcançou a marca de 12 gigawatts (GW) de potência fiscalizada, reforçando o protagonismo do estado no setor, por meio de ações do Governo de Minas, como o Sol de Minas da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Sede-MG) e linhas de crédito do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).

Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), atualmente o estado possui 7,22 GW em geração centralizada e 4,78 GW em geração distribuída, cuja soma dos dois valores resultam na nova marca atingida. Toda essa potência fotovoltaica mineira corresponde a 85% da capacidade da Usina Hidrelétrica de Itaipu, a segunda maior do mundo.
 

 “Esse marco consolida nosso estado como líder nacional do setor de energia solar e nos coloca à frente de mais de 200 países. Só chegamos a esses resultados porque nos preocupamos com os investimentos sustentáveis. Juntas, todas as usinas de energia solar do estado respondem por 40% de toda a produção nacional”, afirma o governador Romeu Zema. 
 

Para garantir ainda mais incentivos ao setor, nesta semana, em que se comemora o Dia Mundial da Energia (29/5), o BDMG anuncia nova parceria com o Banco Europeu de Investimentos (BEI). Serão cerca de R$ 170 milhões em crédito para iniciativas em energia solar.
 

 “Os recordes no setor destacam que Minas criou um ambiente fértil para atração de investimentos no segmento de energia solar, resultantes em diversos benefícios para o estado, como o crescimento de mais empregos verdes e a oferta de uma energia mais limpa”, avalia a secretária da Sede-MG, Mila Corrêa da Costa. 
  
  


O presidente do BDMG, Gabriel Viégas Neto, também lembra que diversos projetos financiados pelo banco estão localizados em fazendas solares em cidades com menos de 20 mil habitantes e baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

 “Estimular iniciativas com esse perfil, inclusive com linhas de crédito específicas, é uma prioridade no BDMG que está alinhada à diretriz do Governo do Estado de promover o desenvolvimento econômico e social de forma sustentável. O banco tem contribuído para a industrialização verde em Minas Gerais e no Brasil”, afirma o presidente do BDMG. 
  
  


Incentivos que fortalecem a transição energética

Desde 2019, a Sede-MG coordena o Sol de Minas, programa que estabelece políticas públicas para estimular o empreendedorismo e a atração de investimentos no setor.

A partir do início do projeto, o estado saltou de 0,94 GW para 12 GW, além de mais de R$ 81 bilhões em investimentos atraídos, gerando cerca de 6,9 mil empregos diretos no setor, resultado que também se deve aos créditos disponibilizados pelo Governo do Estado. Para dimensionar o cenário, somente em 2024 o BDMG liberou R$ 130 milhões para financiar iniciativas de energia solar.

Para o governador em exercício, Mateus Simões, os avanços do estado na área de energia limpa refletem o compromisso da gestão com a sustentabilidade e o desenvolvimento econômico.

 “Iniciativas como o Sol de Minas e linhas de crédito específicas para o setor de produção de energia solar são algumas das nossas inúmeras políticas públicas que colocam o estado em destaque quando o assunto é desenvolvimento sustentável. Isso nos orgulha muito e é resultado de uma gestão comprometida com o meio ambiente e a geração de emprego e renda”, destaca Mateus Simões. 
  
  


E com o novo acordo com o BEI 22 novas iniciativas poderão ser financiadas. A parceria com o banco europeu, reconhecido internacionalmente por sua atuação na pauta da sustentabilidade, ocorre desde 2019, quando houve acordo no valor de 120 milhões de euros. Os recursos foram integralmente liberados viabilizando 62 projetos que levaram à redução anual de 44 mil toneladas de CO2.

Nova planta

Em Engenheiro Caldas, no Vale do Aço, a Multiluz Solar, junto à Solar Vale, conclui, ainda neste semestre, a instalação do Vale do Aço I, usina fotovoltaica que deverá gerar mais de cinco milhões de quilowatt-hora (kWh). O projeto recebeu R$ 12 milhões na linha de crédito BDMG Sustentabilidade BEI.

O volume de energia, que será injetado na rede elétrica da Cemig, reduzirá o equivalente a 12,9 milhões de toneladas de CO2  ao longo de 20 anos, de acordo com a companhia. O investimento total no projeto é de R$ 17 milhões.

“A usina opera no modelo compartilhado, em que a energia gerada é alocada em um consórcio e distribuída para empresas e consumidores residenciais de diversas regiões do estado”, explica o gerente do projeto, Marcos Vinícius Tavares.

Além da contribuição ambiental, a obra para implantação da usina garantiu a geração de 50 empregos diretos e indiretos. “A construção movimentou os hotéis e os restaurantes do entorno. Além disso, grande parte do material usado foi comprado nas redondezas, reforçando esse impacto na economia local. Se não fosse o apoio do BDMG, esse empreendimento não teria saído do papel”, avalia Tavares. 

Segundo o CEO da companhia, Reynaldo Passanezi, o centro de operação terá capacidade também de fazer a operação da geração distribuída. “O nosso propósito aqui é ter a melhor tecnologia e estar preparado para fazer a gestão de toda a geração distribuída, assim como a gestão de todo o sistema. Então, o nosso sistema hoje tem muita geração distribuída. Então, por isso que a gente está tendo um sistema de controle da operação que inclui também a geração distribuída”, comentou ele após a abertura da 25ª edição do SENDI, realizado em Belo Horizonte, nesta terça-feira, 27 de maio.

A estatal é alvo frequente de questionamentos do segmento solar quanto aos pedidos de conexão e a recusa. A empresa é a que mais detém sistemas de GD em sua área de concessão, são cerca de 12 GW instalados. Outra questão que se vê com recorrência no estado é a concentração de cortes de geração, o curtailment. Um dos motivos que mais vem aumentando a restrição da geração centralizada é a falta de demanda, muitas vezes atribuída ao excesso de GD, já que a injeção de energia desses sistemas na rede ocorre no meio da tarde.

Passanezi ressalta que esse sistema não implica nenhuma decisão sobre os cortes, mas sim de atribuir mais capacidade para fazer a operação pro parte da distribuidora.

Inclusive, o ONS, em entrevista recente ao CanalEnergia, destacou que o DSO é uma figura que no futuro pode ser positiva para a operação com o avanço de sistemas de GD no país. Pois o Operador não tem como enxergar a geração fora da Rede Básica, uma ação que as distribuidoras têm mais facilidade de atuar.

Atualmente alguns passos já estão prontos. Contudo, a previsão de implantação total desse sistema é 2026 em nível operacional para toda a área de concessão da Cemig.

Federalização e MP

Passanezi comentou ainda que o impacto no valor de mercado da Cemig com a Medida Provisória 1300 dependerá da confiança do investidor no setor de energia elétrica. “Para mim, esse é talvez o principal driver, se a gente conseguir que essa reforma seja de fato entendida como um ponto positivo para o Brasil ter mais espaço na transição energética, ela será muito positiva para a Cemig”, avaliou.

Sobre a federalização, o executivo destacou que esse tema envolve o controlador da empresa, o Governo do Estado de Minas Gerais a Assembleia Legislativa de Minas Gerais e o governo federal.

“Essa é uma decisão que cabe agora à Assembleia Legislativa, já existe uma proposta do governo de Minas, a transformação da empresa em uma corporação para a sua posterior federalização”, relacionou ele.

https://twitter.com/agcanalenergia/status/1927476100084507045?s=48&t=y_p_bgC-K0hvM3KV4MYtmw

A Cemig está com um projeto para ter conhecimento da geração distribuída em todo seu território. Trata-se de um sistema chamado de DERMS (Distributed Energy Resource Management System), que será um sistema de controle da operação que permitirá à empresa ter uma melhor gestão de sua rede, incluindo a GD.

Segundo o CEO da companhia, Reynaldo Passanezi, o centro de operação terá capacidade também de fazer a operação da geração distribuída. “O nosso propósito aqui é ter a melhor tecnologia e estar preparado para fazer a gestão de toda a geração distribuída, assim como a gestão de todo o sistema. Então, o nosso sistema hoje tem muita geração distribuída. Então, por isso que a gente está tendo um sistema de controle da operação que inclui também a geração distribuída”, comentou ele após a abertura da 25ª edição do SENDI, realizado em Belo Horizonte, nesta terça-feira, 27 de maio.

A estatal é alvo frequente de questionamentos do segmento solar quanto aos pedidos de conexão e a recusa. A empresa é a que mais detém sistemas de GD em sua área de concessão, são cerca de 12 GW instalados. Outra questão que se vê com recorrência no estado é a concentração de cortes de geração, o curtailment. Um dos motivos que mais vem aumentando a restrição da geração centralizada é a falta de demanda, muitas vezes atribuída ao excesso de GD, já que a injeção de energia desses sistemas na rede ocorre no meio da tarde.

Passanezi ressalta que esse sistema não implica nenhuma decisão sobre os cortes, mas sim de atribuir mais capacidade para fazer a operação pro parte da distribuidora.

Inclusive, o ONS, em entrevista recente ao CanalEnergia, destacou que o DSO é uma figura que no futuro pode ser positiva para a operação com o avanço de sistemas de GD no país. Pois o Operador não tem como enxergar a geração fora da Rede Básica, uma ação que as distribuidoras têm mais facilidade de atuar.

Atualmente alguns passos já estão prontos. Contudo, a previsão de implantação total desse sistema é 2026 em nível operacional para toda a área de concessão da Cemig.

Federalização e MP

Passanezi comentou ainda que o impacto no valor de mercado da Cemig com a Medida Provisória 1300 dependerá da confiança do investidor no setor de energia elétrica. “Para mim, esse é talvez o principal driver, se a gente conseguir que essa reforma seja de fato entendida como um ponto positivo para o Brasil ter mais espaço na transição energética, ela será muito positiva para a Cemig”, avaliou.

Sobre a federalização, o executivo destacou que esse tema envolve o controlador da empresa, o Governo do Estado de Minas Gerais a Assembleia Legislativa de Minas Gerais e o governo federal.

“Essa é uma decisão que cabe agora à Assembleia Legislativa, já existe uma proposta do governo de Minas, a transformação da empresa em uma corporação para a sua posterior federalização”, relacionou ele.

Fonte: Canal Energia

Mauricio Tolmasquim deixará a diretoria de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras na nesta terça-feira (27). A estatal confirmou a saída do executivo na noite desta sexta-feira (23). Ele assumirá uma vaga no conselho de administração da Eletrobras, empresa privada do setor elétrico.

A decisão foi tomada de forma negociada entre Tolmasquim e o conselho de administração da Petrobras. Desde março, ele havia comunicado que seria indicado para a função na Eletrobras, em eleição prevista para o fim de abril. A estatal avaliou o possível conflito de interesses antes de confirmar a liberação.

Substituição interina já está definida

Com a saída de Tolmasquim, o atual diretor executivo de Processos Industriais e Produtos, William França, assumirá a diretoria de forma interina.

Legado em sustentabilidade e clima

Tolmasquim é referência em energia e transição energética. Ex-presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ele entrou na Petrobras em 2023. Uma de suas últimas ações à frente da diretoria foi a atualização do Caderno de Mudança do Clima.

Segundo o relatório, a Petrobras emitiu 47 milhões de toneladas de CO² em 2023 — redução de 40% em relação a 2015.

Por : Movimento Solar Livre

Avanços e desafios na equidade de gênero no setor de energia: Brasil como referência

Recentemente, o Ministério de Minas e Energia (MME) lançou um estudo muito relevante durante o III Seminário de Gestão Estratégica de Diversidade, Equidade e Inclusão: trata-se da análise “Integração do Componente de Gênero nas Políticas do Setor de Energia nos Países do G20”.

O estudo, desenvolvido em parceria com a Alemanha e coordenado pela Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento, traz um panorama das políticas públicas voltadas para a equidade de gênero no setor energético, apontando boas práticas e desafios ainda existentes. Quatro áreas principais foram abordadas: empoderamento econômico, acesso à energia, representação política e setorial, e integração de gênero nas políticas públicas.

Apesar de avanços em muitos países do G20, os números mostram que ainda há um grande desequilíbrio: menos de 25% das pessoas empregadas no setor de energia são mulheres — e apenas uma em cada cinco está em cargos de liderança. Além disso, a diferença salarial entre homens e mulheres no setor chega a 11%.

Entre as boas práticas citadas, o Brasil se destacou com o COGEMMEV — Comitê Permanente para Questões de Gênero, Raça e Diversidade do MME e Entidades Vinculadas — reconhecido como exemplo internacional na promoção da equidade. O comitê, que reúne 15 instituições do setor eletroenergético e mineral, atua desde 2004 com foco em políticas inclusivas e ações práticas, como debates e projetos internos.

Outro destaque brasileiro foi o Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça, do Ministério das Mulheres, listado como uma ferramenta eficaz de monitoramento e certificação.

Esse tipo de iniciativa mostra a importância de pensar a transição energética não apenas como uma mudança tecnológica, mas como uma oportunidade para promover justiça social e inclusão. Que mais setores sigam esse exemplo!

Por : Movimento Solar Livre