São Paulo, 03 de Agosto de 2025 – O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou nesta quarta-feira (30/7) a lista das instituições selecionadas para integrar o plenário do Fórum Nacional de Transição Energética (Fonte).
Na categoria sociedade civil, foram escolhidos 29 membros para um mandato de dois anos (2025-2026), que poderá ter recondução.
Entre os selecionados para debater temas relacionados a petróleo e gás estão o Instituto Internacional Arayara, a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e a Federação Única dos Petroleiros (FUP).
Já para temas ligados a biocombustíveis e transportes, duas selecionadas foram a WWF Brasil e a União Nacional de Cooperativas da Agricultura Familiar, enquanto o Instituto E+ Transição Energética vai participar de debates sobre mudanças climáticas e transição energética.
Confira a lista completa das instituições que vão integrar o Fonte.
Também foram selecionadas 29 entidades do setor produtivo, incluindo o Instituto Brasileiro do Petróleo e do Gás (IBP), Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (Abpip), União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) e Fórum das Associações do Setor Elétrico (Fase), entre outros.
Além de representantes de 15 ministérios, da Casa Civil, da Secretaria-Geral da Presidência da República e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), também integram a lista um representante de secretarias estaduais de energia por região do país.
O Fonte, parte da Política Nacional de Transição Energética (PNTE), funciona como um órgão consultivo permanente. O objetivo é ampliar o diálogo sobre a transição energética, envolvendo participantes de diferentes setores.
O plenário será composto por 87 integrantes, divididos igualmente entre governo, sociedade civil e setor produtivo.
Fonte:
São Paulo, 02 de agosto de 2025 – O Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) publicaram nesta sexta-feira (1º/08) o segundo caderno técnico do ciclo do Plano Decenal de Expansão de Energia 2035 (PDE 2035), com foco em Micro e Minigeração Distribuída (MMGD) e sistemas de baterias atrás do medidor. A publicação oferece uma análise abrangente da evolução desses recursos energéticos distribuídos (RED) e aponta caminhos para modernização, eficiência e descentralização do sistema elétrico nacional.
O estudo projeta que, até 2035, a MMGD poderá alcançar entre 61,4 GW e 97,8 GW de capacidade instalada, dependendo do cenário. No cenário de referência adotado pelo plano, a estimativa é que 9,5 milhões de consumidores adotem a geração distribuída, resultando em 78,1 GW instalados e cerca de 12,1 GW médios de geração elétrica no país.
Geração distribuída se consolida como protagonista da expansão elétrica
De acordo com os dados do caderno, a geração solar distribuída liderou pelo quarto ano consecutivo a expansão da capacidade instalada em 2024, evidenciando a consolidação da MMGD como protagonista no avanço do setor elétrico brasileiro. Atualmente, a geração distribuída responde por aproximadamente 5,6% da energia gerada no país e representa 13% do consumo cativo nacional.
O segmento residencial continua sendo o principal vetor de crescimento, impulsionado pelo avanço tecnológico, pela maior competitividade dos sistemas solares e pelo marco legal da Lei nº 14.300/2022, que estruturou o sistema de compensação de energia.
Armazenamento residencial: viabilidade crescente e potencial bilionário
Um dos pontos centrais do novo caderno técnico é a análise do papel crescente das baterias atrás do medidor como instrumento de modernização da rede elétrica. A significativa queda nos preços globais das baterias de íon-lítio ao longo de 2024 abriu espaço para novas aplicações em contextos comerciais, industriais e residenciais. Simulações da EPE demonstram que, com o custo do sistema abaixo de R$ 2.000 por kWh, o armazenamento se torna competitivo inclusive para substituir geradores a diesel em horários de ponta.
“O avanço do armazenamento atrás do medidor representa uma mudança estrutural no sistema elétrico. Ele permite que o consumidor maximize o uso da própria geração fotovoltaica, armazenando o excedente para uso posterior, com maior eficiência e previsibilidade,” aponta o estudo.
Ainda que o tempo de retorno sobre o investimento continue alto para a maioria dos perfis de consumo, o avanço tecnológico e a possibilidade de mudanças regulatórias a partir de 2029 são fatores que devem reduzir as barreiras econômicas de entrada.
Dependendo das premissas adotadas no plano, o mercado potencial acumulado de baterias residenciais no Brasil poderá ultrapassar R$ 200 bilhões em investimentos até 2035.
Integração no planejamento de longo prazo e regulação inteligente
A publicação também reforça a importância de integrar a MMGD e os sistemas de armazenamento ao planejamento energético de longo prazo. O caderno sinaliza que o sucesso da transição energética exigirá políticas públicas coordenadas, regulação moderna e incentivos econômicos adequados para fomentar o uso eficiente dos recursos energéticos descentralizados.
“O crescimento sustentável da MMGD e das baterias atrás do medidor depende de um ambiente regulatório previsível, que estimule a inovação, preserve a segurança energética e promova uma distribuição justa dos benefícios entre os diferentes agentes do setor,” destaca a análise da EPE.
O documento busca ainda reduzir assimetrias de informação e fornecer subsídios técnicos para decisões estratégicas tanto no setor público quanto no setor privado, ampliando o entendimento dos impactos e oportunidades dos REDs no contexto da transição energética.
Caminhos para uma matriz mais inteligente e resiliente
Ao ampliar o escopo da discussão sobre MMGD e armazenamento energético, o novo caderno técnico do PDE 2035 posiciona esses temas como vetores centrais da transformação elétrica no país. O avanço da geração distribuída e o amadurecimento das tecnologias de armazenamento permitirão, segundo os autores, aumentar a autonomia dos consumidores, reduzir perdas na rede, melhorar a gestão da demanda e tornar o sistema elétrico mais resiliente a choques externos.
Com isso, o MME e a EPE reforçam o papel estratégico de um planejamento energético robusto, orientado por dados, inovação e sustentabilidade — elementos-chave para garantir uma matriz energética mais limpa, acessível e segura até 2035.
Fonte : Cenário Energia
São Paulo, 01 de agosto de 2025 – As autoridades do setor elétrico revisaram para cima a previsão de crescimento da produção de eletricidade proveniente de mini e micro geração distribuída (MMGD) neste ano. A nova estimativa é que esses sistemas de menor porte, como painéis solares instalados em terrenos ou telhados e residências e indústrias, devem produzir 6.836 megawatts médios (MWmed) – mais do que a garantia física da hidrelétrica de Belo Monte. O montante corresponde a um crescimento de 29% frente 2024. No início do ano a expectativa era de um crescimento 26%.
A partir do ano que vem, o Operador Nacional do Setor Elétrico (ONS), a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) esperam uma desaceleração do crescimento, para 15% em 2026, 10% em 2027, 8% em 2028 e 7% em 2029 – porcentuais com ajuste de 1 ponto porcentual para baixo frente a previsão anterior. O crescimento médio anual será de 13,9%, atingindo 10.070 GWmed ao fim da década.
O volume maior de produção previsto para este ano se deve a um aumento da base instalada já verificada. Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica, existem atualmente 41,98 gigawatts (GW) de potência instalada em mais de 3,7 milhões de sistemas de GD. De acordo com as instituições setoriais, o País deve encerrar o ano com 46 GW – antes estimavam 45 GW. E a previsão é que em 2029 sejam 65 GW de capacidade distribuída – mais do que o total de usinas eólicas e solares de grande porte hoje em operação no País.
A despeito dos ajustes nas projeções, ONS, CCEE e EPE não alteraram as premissas que balizam as estimativas sobre MMGD. As instituições seguem destacando a sobreoferta de módulos fotovoltaicos em todos os segmentos da cadeira de valor e citam, entre os fatores positivos para a expansão, a redução do preço dos equipamentos observada em 2024, o ainda baixo porcentual de adotantes de geração distribuída no País, a expansão de veículos elétricos, o aumento de sistemas sem conexão com a rede de distribuição (grid zero), além dos benefícios fiscais. Lembram ainda das políticas de incentivo ao segmento por meio do Minha Casa Minha Vida (MCMV) e do Programa de Energia Renovável Social (PERS).
Por outro lado, citam como fatores negativos para um crescimento ainda mais intenso como o aumento do Imposto de Importação de módulos fotovoltaicos, a volatilidade do dólar, a saturação do mercado de alto consumo, e o aumento das taxas de juros, uma vez que 50% dos sistemas são financiados. Consideram, ainda, questões técnicas setoriais como a inversão de fluxo em algumas regiões, alegada pelas distribuidoras para negar acesso a novos sistemas, mudanças na cobrança de tarifa fio após a Lei nº 14.300, e incertezas pós-2028.
Fonte: Estadão
São Paulo, 31 de Julho de 2025 – O Movimento Solar Livre (MSL) marca presença mais uma vez na Intersolar South America, um dos maiores eventos do setor solar do continente, reafirmando seu papel como apoiador estratégico do avanço da energia solar no Brasil.
Com participação ativa no evento, o MSL reforça sua missão de defender um mercado livre, competitivo e sustentável, contribuindo para pautas essenciais da transição energética no país.
A parceria com a Intersolar fortalece a atuação do movimento junto a empresas, associações e lideranças do setor. Hewerton Martins, presidente do MSL, também estará presente durante os três dias de feira, uma ótima oportunidade para integradores conversarem diretamente com ele e trocarem ideias sobre o futuro da energia solar no Brasil.
Os visitantes poderão conhecer de perto as ações do movimento no stand do MSL e acompanhar conteúdos exclusivos produzidos diretamente do evento, reforçando o compromisso de levar informação de qualidade e atualizada para todo o ecossistema solar brasileiro.
Redação