Movimento Solar Livre

30 de julho de 2025

Na última terça-feira, uma conquista relevante para o setor solar brasileiro foi oficialmente entregue: a inauguração do novo Laboratório de Ensaios de Módulos Fotovoltaicos, no campus do INMETRO em Xerém (RJ). A estrutura representa um passo estratégico rumo à consolidação de um setor mais seguro, transparente e tecnicamente confiável.

O Movimento Solar Livre (MSL), entidade nacional que atua pela liberdade energética e pela defesa da geração distribuída no Brasil, foi um dos apoiadores institucionais da iniciativa. O presidente do MSL, Hewerton Martins, destacou que a entrega do laboratório marca mais do que um avanço técnico — é uma afirmação de maturidade e responsabilidade coletiva do setor solar.

“Garantir qualidade nos equipamentos não é apenas proteger o consumidor. É proteger todo o ecossistema da energia solar: desde o integrador ao investidor, do pequeno gerador ao grande operador. O Brasil precisa confiar no que gera. E o MSL está aqui para defender essa confiança”, afirmou Hewerton Martins.

 

Uma parceria entre entidades que acreditam no futuro

O projeto é fruto da articulação entre o INMETRO – Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia, o Movimento Solar Livre (MSL), o INEL e a ABGD. Mesmo em um cenário de escassez orçamentária e desafios estruturais, a construção do laboratório tornou-se possível graças a um esforço coletivo, pautado pela eficiência no uso dos recursos públicos e pela cooperação entre entidades comprometidas com a credibilidade do setor.

 

O que representa esse laboratório?

O novo laboratório permitirá realizar ensaios padronizados, confiáveis e rastreáveis em módulos fotovoltaicos, o que contribui diretamente para:

  • Aumentar a segurança técnica dos sistemas instalados no Brasil;
  • Fortalecer a rastreabilidade e transparência na cadeia de equipamentos;
  • Auxiliar órgãos reguladores na definição de políticas públicas mais justas;
  • Evitar fraudes, perdas de eficiência e riscos ao consumidor final.

 

O papel do MSL nessa transformação

O Movimento Solar Livre tem se posicionado fortemente na defesa de práticas mais transparentes, da boa regulação e da integridade técnica no setor. Para o MSL, este laboratório não é um ponto de chegada — mas sim, um marco de partida para novas conquistas estruturantes, que devem fortalecer ainda mais a geração distribuída no Brasil.

A entidade seguirá contribuindo para que a qualidade dos produtos esteja alinhada à liberdade de gerar a própria energia, com segurança jurídica, técnica e institucional.

 

Um setor unido cresce mais forte

Este é um exemplo de que quando as lideranças se unem em torno de uma causa comum — como a qualidade e a transparência — o setor solar brasileiro avança.

A inauguração do Laboratório de Ensaios de Módulos Fotovoltaicos reforça que o futuro da energia limpa no Brasil precisa estar alicerçado não apenas em números, mas em confiança, boas práticas e excelência técnica.

O MSL seguirá presente, firme, para garantir que cada etapa da cadeia fotovoltaica represente o que defendemos: liberdade, qualidade e sustentabilidade real.

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São Paulo, 28 de Julho de 2025 – O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, inauguraram nesta segunda-feira (28/07), no Porto do Açu, no Rio de Janeiro, a UTE GNA II — a maior usina termelétrica a gás natural do Brasil. Com 1,7 gigawatts (GW) de capacidade instalada, a planta é capaz de abastecer 8 milhões de residências, reforçando a segurança e a confiabilidade do sistema elétrico nacional.

A construção da usina contou com R$ 7 bilhões em investimentos, sendo R$ 3,9 bilhões financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e está enquadrada no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).

Durante a cerimônia, o presidente Lula destacou o compromisso do governo com a justiça social e a valorização da renda das famílias mais vulneráveis por meio de programas criados pelo Ministério de Minas e Energia (MME), como o Luz do Povo e o Gás para Todos.

“A partir de agora, neste país, quem consumir até 80 kWh de energia não pagará mais nada de energia elétrica. E quem consumir até 120 kWh vai pagar pela diferença. Vamos garantir que 17 milhões de famílias mais pobres o gás de graça para poder cozinhar o seu feijão, o seu arroz. Ele vai comprar o que comer. E quando ele compra o que come, quem vai ganhar é quem produz”, disse Lula.

Na ocasião, o ministro Alexandre Silveira destacou que o empreendimento impulsiona o desenvolvimento regional e promove inclusão social. “Dez mil empregos diretos foram gerados só na construção da dessa nova usina. Isso sem falar nos dois programas de qualificação profissional oferecidos: 750 trabalhadores já capacitados, e 25% das vagas do último programa foram destinadas para mulheres. Isso é equidade de gênero no setor elétrico”, afirmou.

O ministro ressaltou ainda o impacto estratégico da usina para o sistema elétrico nacional. “Teremos ainda mais musculatura ao Sistema Interligado Nacional. Energia firme, capaz de atender a demanda dos estados do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do Espírito Santo. Isso representa 10% de toda a geração termelétrica a gás do país”, finalizou.

Durante o evento, Silveira e o diretor-presidente da GNA, Emmanuel Delfonse, assinaram uma Carta de Intenções da empresa para investir no desenvolvimento de projetos estruturantes nas áreas de energia e gás natural, com potencial de atrair até R$ 20 bilhões. A iniciativa é parte do Plano Nacional Integrado das Infraestruturas de Gás Natural, criado pelo programa Gás Para Empregar, e reforça a estratégia do Governo Federal para a transição energética. A medida contribui ainda para a consolidação do Porto do Açu como um dos principais hubs de gás e energia do país.

A UTE GNA II opera com tecnologia de ciclo combinado — três turbinas a gás e uma a vapor — o que proporciona eficiência energética recorde de 62%, a maior do mercado brasileiro. Além disso, a planta já está preparada para utilizar até 50% de hidrogênio em sua operação, o que a posiciona como referência para a transição energética justa e sustentável.

Integrada ao terminal de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL) do Porto do Açu, a usina se soma à UTE GNA I, já em operação, elevando a capacidade instalada do complexo para 3 GW — o maior da América Latina no segmento de termelétricas a gás natural.

Por :Assessoria Especial de Comunicação Social – MME

São Paulo, 28 de Julho de 2025 – A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) determinou nesta segunda-feira (28) que 22 distribuidoras de energia de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul mantenham o plano de contingência atualizado para atendimento emergencial frente ao alerta climático previsto para os próximos dias nesses estados, caso se confirme. O objetivo é mobilizar a infraestrutura e evitar eventuais interrupções no fornecimento de energia. 

Segundo a agência, o plano deve conter no mínimo: esquemas de mobilização adicionais de equipes, devidamente treinadas e capacitadas para atuarem no caso de falhas no fornecimento de energia, além de procedimentos de interlocução com órgãos públicos (Defesa Civil e Corpo de Bombeiros) e autoridades locais no caso de situações climáticas severas e de eventuais acidentes causados em deslocamentos de carros de grande porte que porventura possam vir a tocar as redes de distribuição. 

A comunicação feita às distribuidoras e permissionárias tem caráter preventivo e, caso não seja observada, pode resultar em processo de fiscalização.

Leia abaixo a relação de distribuidoras que deverão apresentar o plano nos próximos dias:

Rio Grande do Sul:

  • CEEE-D
  • DEMEI
  • ELETROCAR
  • MUX ENERGIA
  • HIDROPAN
  • RGE
  • NOVA PALMA ENERGIA

Santa Catarina:

  • CELESC-DIS
  • COOPERALIANÇA
  • DCELT
  • EMPRESA FORÇA E LUZ JOÃO CESA
  • EMPRESA FORÇA E LUZ DE URUSSANGA

Paraná:

  • COCEL
  • COPEL-DIS
  • FORCEL

São Paulo:

ENERGISA SUL-SUDESTE

CPFL PAULISTA

CPFL PIRATININGA

CPFL SANTA CRUZ

EDP SP

ELEKTRO REDES S.A.

ENEL SP

Fonte : Agencia Infra

São Paulo, 28 de Julho de 2025 – O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta sexta-feira (25) que se o Congresso não aprovar a MP (Medida Provisória) 1.304/2025, que altera trechos de vetos derrubados pelo Legislativo no Marco Legal das Eólicas Offshore, o governo poderá judicializar o tema.

“Nós editamos uma medida provisória eliminando os pontos mais nevrálgicos que impactaram a conta de energia do povo brasileiro, e caso essa medida provisória não avance, nós podemos naturalmente, dentro do jogo democrático, judicializar”, disse o ministro em entrevista à CNN Brasil. “O que nós não podemos admitir é o acréscimo de custos adicionais que não respeitam o planejamento na conta de energia”, completou.

A medida
A nova MP substitui a contratação obrigatória das usinas termelétricas da Lei de Privatização da Eletrobras por PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas), com contratação de 3 GW (gigawatts) de PCHs em 2026, em substituição às térmicas inflexíveis, podendo ser contratado mais 1,9 GW posteriormente, a depender do planejamento setorial.

A medida ainda instituiu um teto para a CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), que corresponderá ao orçamento do encargo em 2026.

No entanto, a MP enviada não trata de incentivos à geração termelétrica a carvão mineral no Sul e não editou a prorrogação por mais 20 anos das usinas do Proinfa (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas). Os itens foram vetados pelo presidente Lula do Marco Legal das Eólicas Offshore.

Geraldo Campos Jr., da Agência iNFRA