Movimento Solar Livre

Redução de chuvas na transição para período seco do ano alteram a bandeira para o mês de maio

Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) anuncia nesta sexta-feira (25/4) que a bandeira tarifária para maio de 2025 será amarela. Isso significa que os consumidores de energia elétrica terão custo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. O anúncio ocorreu devido a redução das chuvas em razão da transição do período chuvoso para o período seco do ano.  As previsões de chuvas e vazões nas regiões dos reservatórios para os próximos meses ficaram abaixo da média. 

Desde dezembro de 2024, a bandeira tarifária permanecia verde, refletindo as condições favoráveis de geração de energia no País. Com o fim do período chuvoso, a previsão de geração de energia proveniente de hidroelétrica piorou, o que nos próximos meses poderá demandar maior acionamento de usinas termelétricas, que possuem energia mais cara. 

Implementado pela ANEEL em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias é uma ferramenta essencial de transparência, permitindo que os consumidores acompanhem, mês a mês, as condições de geração de energia no País. 

Com o acionamento da bandeira amarela, a ANEEL reforça que é crucial manter bons hábitos de consumo para evitar desperdícios e contribuir para a sustentabilidade do setor elétrico. 

Saiba mais sobre as bandeiras tarifárias (vídeo exibido no canal da Agência no YouTube).

Fonte: Governo Federal.

Durante o encontro, os participantes debateram ações estratégicas relacionadas ao Projeto de Lei 624, que atualmente tramita no Senado Federal

A Associação Potiguar de Energias Renováveis (APER) esteve presente, nessa quarta-feira (23), em uma importante reunião, em Fortaleza, com o presidente do Movimento Solar Livre, Hewerton Martins, e com presidentes regionais da Intersolar Nordeste.
Durante o encontro, os participantes debateram ações estratégicas relacionadas ao Projeto de Lei 624, que atualmente tramita no Senado Federal e pode impactar diretamente o setor de energia solar no Brasil. A proposta legislativa tem sido acompanhada de perto por entidades e lideranças do setor, que buscam garantir avanços na regulamentação e fortalecimento da geração distribuída.

Para o presidente da APER, Williman Oliveira, a reunião representou um passo importante na articulação entre instituições e empresas da cadeia fotovoltaica. “Foi um momento essencial para alinhar esforços e fortalecer ainda mais o setor de distribuição de energia solar, que vem ganhando espaço e se consolidando como um pilar da transição energética no país”, afirmou.

A APER segue comprometida com o desenvolvimento sustentável e com a defesa de políticas públicas que incentivem o uso de fontes renováveis no Rio Grande do Norte.

Ainda é cedo para mensurar os reais impactos do tarifaço de Donald Trump na transição energética global, mas já é inegável que esse será um jogo de perde-perde.

A questão é que se existe um antídoto para combater as mudanças climáticas, este seria, sem dúvida, a transição para uma energia limpa. Mas sempre que se colocam sobretaxas em cima de equipamentos, insumos ou tecnologias, a conta pesa.

E se nessa queda de braço, existe um Golias contra um oponente franzino, a batalha é inglória. Salvo o grande feito de Davi, claro.

Deixando as analogias um pouco de lado, vamos analisar o que muda na prática para o Brasil, desde sempre um país solar, no emprego, por exemplo, das placas solares.

Uma fonte de energia renovável obtida diretamente do sol e que já vem se tornando uma das principais matrizes energéticas de países como o Brasil e a China.

Por falar no dragão chinês, que cuspiu fogo ao ser alvo de novas tarifas dos EUA que chegam a 34%, há quem diga que toda essa pressão deve acelerar uma tendência que já é possível de se observar, inclusive no Brasil. A China deverá exportar mais tecnologia limpa para países de baixa e média renda.

Isso porque grande parte das baterias usadas no armazenamento de energia solar são fabricadas pela China, incluindo veículos elétricos, turbinas eólicas e os próprios painéis solares.

Na ponta do lápis, o investimento para empresas e consumidores que recorriam à energia solar já estava valendo a pena.

Isso porque nos últimos anos houve um barateamento nos custos de material para a instalação de placas solares e, se antes demorava cerca de 5 anos para o sistema “se pagar”, agora em apenas 3 anos ou menos já é possível obter o retorno de um investimento que a longo prazo gera ainda mais economia.

Mesmo em uma casa equipada com geladeira, piscina aquecida, carro elétrico… A colocação de placas solares tem se mostrado uma tendência e chamado a atenção pela possibilidade de armazenamento de energia mesmo durante à noite ou em dias nublados.

Apesar, é claro, do chamado banco de baterias ser ainda um tanto oneroso, ficando longe da realidade da maioria da população brasileira que sonha com a liberdade energética que tal recurso poderia proporcionar.

O aumento do dólar é outra preocupação, uma vez que ainda somos dependentes da importação americana em diversos setores, e a energia solar, mesmo sendo abundante por aqui, pode sofrer as consequências em meio a essa guerra comercial.

Sem causar alardes, vamos por ora manter o otimismo e cobrar dos governantes mais investimentos e menores taxas para que a luz, que nesse caso não vem do fim do túnel, possa iluminar nossas futuras moradias, fazendas ou empresas.

Para esclarecer melhor sobre a relação da instalação de placas solares com o chamado Payback, ou seja, o indicador financeiro que calcula o tempo necessário para recuperar o investimento inicial, o Blog Fiscal do Clima conversou com o engenheiro de energia e mestre em engenharia civil Lucas Parmigiani.

Veja a Entrevista no Link https://youtu.be/crudZVXezSE

Fonte: R7

O presidente do Movimento Solar Livre (MSL), Hewerton Martins, e o vice-presidente desta associação nacional, Jomar Britto – que – é também presidente da Associação Frente Mineira de Geração Distribuída (FMGD), participaram de uma entrevista ao vivo ao programa Encontro Marcado (98 FM, 12-13h) nesta segunda- -feira (24/03). O presidente do MSL (via on-line) e o presidente da FMGD (via presencial) destacaram a concorrência desleal da CEMIG, através da sua subsidiária CEMIG SIM, sobretudo com as pequenas empresas do setor de energia solar fotovoltaica. Martins fez um apelo ao governador de Minas, Romeu Zema, para impedir essa concorrência desleal da CEMIG, enquanto que Britto mencio- nou números obtidos através de um estudo da FMGD, revelando que devido a essa concorrência desleal cerca de 1,2 mil empresas do setor de energia solar fecharam em Minas Gerais, sendo que esse fechamento resultou na perda de mais de 12 mil empregos.

Assista a entrevista à íntegra:

https://youtube.com/live/bRJ90_apUm0?feature=share

Fonte: Hewerton Martins para Encontro Marcado