Aproximadamente um em cada três interessados em comprar um imóvel em Porto Alegre (30%) está disposto a pagar mais por um imóvel com certificação ambiental. É o que mostra pesquisa encomendada pela empresa de tecnologia e serviços financeiros para imobiliárias Loft e aplicada pela Offerwise, especializada em inteligência de mercado.
A pesquisa, realizada na segunda quinzena de junho, ouviu 1.010 pessoas em quatro capitais das regiões Sul e Sudeste – São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre –, com amostra representativa dos moradores das cidades.
Dentre os entrevistados na capital gaúcha, 24% afirmaram que pagariam “um pouco mais” e 6% pagariam “muito mais” por imóveis com selo de sustentabilidade ou que adotem práticas responsáveis em relação ao meio ambiente.
Quase a metade dos entrevistados (45%) afirma que precisariam de mais informações sobre o impacto real da certificação para tomar a decisão de pagar mais pelo bem. Outros 27% são contrários à ideia de pagar mais.
“A disposição em investir mais por imóveis sustentáveis mostra que já existe uma demanda relevante e consistente por habitações mais eficientes e alinhadas com preocupações ambientais”, avalia o gerente de dados da Loft, Fabio Takahashi.
Entre os atributos ambientais mais valorizados, áreas permeáveis, que permitem a absorção de água pelo solo, aparece no topo da lista, considerada importante ou extremamente importante por 68%. Logo atrás, vêm captação e reaproveitamento de água (67%) e isolamento térmico (61%).
Entre as capitais analisadas, Porto Alegre se destaca, com indicadores que superam a média nacional, um reflexo das características climáticas da região, com maior variação de temperatura e histórico de eventos climáticos extremos.
“O morador de Porto Alegre, por exemplo, já percebe na prática os impactos de eventos climáticos extremos e tende a valorizar soluções que reduzam riscos e aumentem o conforto ambiental”, explica Takahashi.
ENERGIA SOLAR
O uso de energia solar também aparece como prioridade na pesquisa. Para 54% dos entrevistados em Porto Alegre, é importante que o imóvel conte com esse tipo de sistema. O fator mais citado como motivador para adoção da energia solar é a economia na conta de luz (83%), seguido pelo desejo de contribuir para o meio ambiente (49%).
“O apelo financeiro ainda é o que mais move o consumidor, mas há uma camada crescente de pessoas que percebem valor na questão ambiental”, destaca Takahashi. “Esse comportamento pode pressionar o setor da construção a incorporar soluções sustentáveis desde a concepção dos projetos.”
Por : Almir Freitas
São Paulo, 25 de Julho de 2025 – O MME (Ministério de Minas e Energia) antecipou para março de 2026 a sessão pública do Leilão de Transmissão 1/2026, anteriormente previsto para abril de 2026.
A Portaria Normativa 114 foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (23), com alterações no cronograma instituído pela Portaria 110/2025, que estabelece as datas para a realização das licitações para a concessão de serviço público para transmissão de energia elétrica até 2027.
Para 2025 haverá um único leilão confirmado para para 31 de outubro, vai ofertar 11 lotes, dos quais cinco foram vencidos pela MEZ Energia em licitação de 2020.
São Paulo, 25 de Julho de 2025 – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira, 22, os reajustes tarifários anuais de cinco distribuidoras de energia do Rio Grande do Sul, que juntas atendem 127,3 mil unidades consumidoras no Estado. Todas terão alta média, de 1,58% a 20,94%.
Os consumidores atendidos pelo Departamento Municipal de Energia de Ijuí (Demei) vão perceber alta de 8,54%. Para aqueles atendidos pelas Centrais Elétricas de Carazinho (Eletrocar) o reajuste será de 20,94%.
A Hidropan Distribuição de Energia (Hidropan), por sua vez, terá tarifa média elevada em 13,49%. As tarifas da Muxfeldt, Marin & Cia (Mux Energia) e Nova Palma Energia aumentarão, respectivamente, em 9,29% e 1,58%.
Fonte: Correio do Povo
São Paulo, 25 de Julho de 2025- O deputado estadual, Tanilson Soares apresentou, nesta terça-feira (22), um requerimento voltado à ampliação de políticas públicas de geração e uso de energias renováveis no estado. O documento busca posicionar a Paraíba como protagonista na transição para uma matriz energética mais sustentável e limpa.
No requerimento, Tanilson Soares destaca o enorme potencial da região para o desenvolvimento de energias solar e eólica. Segundo ele, a elevada irradiância solar e as áreas favoráveis para parques eólicos são uma oportunidade para o estado avançar na adoção de fontes de energia mais limpas e sustentáveis.
“Queremos transformar a Paraíba em um polo de energias renováveis, gerando emprego, promovendo inovação e reduzindo os custos de energia para a população”, afirmou o deputado.
De acordo com o documento, Tanilson propõe a instalação de painéis solares em escolas, hospitais e outros prédios públicos, além de linhas de crédito especiais para agricultores e microempreendedores adotarem essa tecnologia.
Tanilson também defende que o setor conte com parcerias público-privadas para instalação de usinas de energia solar e eólica, além de um Programa Estadual de Incentivo às Energias Limpas.
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