Movimento Solar Livre

A Associação Potiguar de Energias Renováveis (APER), por meio de sua comitiva, participou da Missão Sebrae SNEC 2025, um evento estratégico que levou a delegação a Xangai, na China, de 9 a 14 de junho, para a maior feira global do setor de energias renováveis. A jornada de conhecimento e inovação se estendeu posteriormente a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, onde a equipe teve a oportunidade de visitar a maior usina solar do mundo.

A comitiva da APER foi composta pelo presidente Williman Oliveira, o vice-presidente Kaio César Medeiros, e o diretor de Relações Institucionais, Cássio Maia. A missão também contou com a presença do superintendente do Sebrae/RN, Zeca Melo, da consultora Lorena Roosevelt, e de Rodrigo Sauaia, presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).

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Em Dubai, a agenda incluiu três visitas técnicas cruciais, focadas em sustentabilidade e inovação. “Visitamos uma grande usina solar, o museu do futuro e uma grande estrutura sustentável de um dos maiores shoppings do mundo que fica em Dubai”, revelou Williman Oliveira, presidente da APER.

Detalhando as visitas, Oliveira destacou: “Primeiro, visitamos um dos maiores shoppings do mundo, o Dubai Mall, onde pudemos entender como são aplicadas as práticas de sustentabilidade, como o aproveitamento da água e a eficiência energética. Todo o consumo e geração de energia do shopping é monitorado em tempo real por uma sala de controle altamente tecnológica, gerenciada pela ENOVA, empresa responsável por toda a plataforma energética do local.”

Em seguida, a comitiva explorou o Museu do Amanhã. “Fomos ao incrível Museu do Amanhã — uma obra futurista, ambiciosa e simplesmente fantástica. Nada que os árabes sonhem parece estar fora do alcance. Eles realmente acreditam e fazem isso! O museu é uma verdadeira viagem ao futuro, onde a imaginação e a inovação caminharam juntas de forma espetacular”, comentou o presidente da APER, impressionado com a visão de futuro de Dubai.

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Para encerrar a missão, o ponto alto foi a visita ao Centro de Inovação da DEWA, localizado no maior parque solar do mundo. “E para fechar com chave de ouro, visitamos o Centro de Inovação da DEWA, localizado no maior parque solar do mundo, com impressionantes 3,2 gigawatts de potência instalada”, enfatizou Williman Oliveira. Ele ainda ressaltou a importância do empreendimento: “Esse parque já é responsável por 23% da energia consumida em Dubai, e a meta é que, até 2025, toda a cidade seja abastecida por fontes renováveis. Uma experiência única e inspiradora!”

A participação da APER nesta missão reforça o compromisso da associação em buscar as melhores práticas e inovações globais para o desenvolvimento do setor de energias renováveis no Rio Grande do Norte.

 

Fonte  Por Dentro do RN.

 

Congresso derrubou, ontem, os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à lei que, originalmente, visava estimular a geração de energia eólica offshore — produzida em alto-mar. O resultado da ação dos parlamentares pode gerar um impacto bilionário para os consumidores de energia elétrica. Estimativas da Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) apontam que os custos podem alcançar R$ 197 bilhões até 2050.

Isso representará um aumento médio de até 9% nas tarifas de energia. No projeto de lei, mantiveram-se “jabutis” (dispositivos adicionados ao PL que nem sempre têm a ver com seu conteúdo) que obrigam a contratação compulsória, pelo governo federal, de determinadas fontes de energia, independentemente da demanda do mercado — tal como a de 4,9 GW de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), cujo gasto é estimado em R$ 140 bilhões até 2050.

A conta, porém, só aumenta: os “jabutis” preveem, também, a contratação de uma planta de hidrogênio líquido no Nordeste e de usinas eólicas na Região Sul — adicionam mais R$ 33 bilhões ao desembolso pelo Executivo. No retorno à versão original do PL, ainda prorroga-se, antecipadamente, os contratos do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas (Proinfa). São mais R$ 24 bilhões ao custo final da energia elétrica no Brasil.

Por nota, a FNCE afirma que estuda acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a constitucionalidade dos “jabutis”. “A decisão do Congresso Nacional de derrubar, por ampla maioria, grande parte dos vetos presidenciais aos ‘jabutis’ na Lei das Eólicas Offshore obrigará os consumidores de energia a arcarem com um custo de R$ 197 bilhões, ao longo dos próximos 25 anos, que poderá representar aumento aproximado de 3,5% na conta de luz”, afirma a entidade. “O Poder Legislativo, mais uma vez, demonstra desrespeito pelos princípios constitucionais e democráticos, ao persistir na defesa de propostas que prejudicam a população e ao conduzir o processo legislativo ignorando os regimentos internos, impedindo que a sociedade civil tenha uma ampla e plena participação e aprovando, sumariamente, medidas de grave repercussão sem base técnica nem justificativa econômica”, complementa a manifestação da FNCE.

De acordo com a Frente, as medidas são desnecessárias, pois além do alto custo têm potencial para ampliar, ainda mais, a já elevada sobreoferta de energia — isso porque o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) realiza cortes na geração de energia eólica e solar. Com a volta dos “jabutis”, a perspectiva é de que haja retração na geração de energias renováveis.

A FNCE ainda alerta que os “jabutis” são um perigo para a indústria, o comércio e os consumidores residenciais, “que verão impacto no preço dos produtos e serviços, e na inflação”. “Ao derrubar os vetos da Lei de Eólicas Offshore, o Congresso Nacional torna-se responsável pelo aumento na conta de luz dos brasileiros e por instalar o caos definitivo no setor elétrico”, frisa a entidade.

Fonte: Correio Braziliense

Prevista para esta terça-feira (17), a audiência pública sobre os impactos da elevação do imposto de importação sobre painéis solares – que saltou de 9,6% para 25% em novembro de 2024 – foi adiada na CI (Comissão de Infraestrutura) do Senado Federal.

A semana curta em Brasília (DF) devido ao feriado de Corpus Christi, na quinta-feira (19), com a reunião do Congresso Nacional e a dificuldade de mobilizar os agentes do setor teriam pesado no adiamento. A reunião ainda não tem uma nova data.

A audiência pública havia sido proposta pelo senador Sergio Moro (União-PR), em requerimento aprovado no último dia 10. O parlamentar é relator do projeto de lei que prevê a manutenção da alíquota em 9,6%.

Recentemente, o tributo foi elevado para 25%, o que gerou intensas críticas, inclusive do presidente da CI, senador Marcos Rogério (PL-RO). “A alíquota de 25% é abusiva e não tem qualquer efeito benéfico à indústria nacional, que atualmente já não atende à crescente demanda do setor”, criticou o liberal.

Fonte : Canal Solar