Movimento Solar Livre

Em março de 2025, o SIN (Sistema Interligado Nacional) registrou uma carga de 86.127 MWmed, marcando um aumento de 3,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

No último ano, a demanda de energia apresentou uma variação positiva de 5% comparado ao período anterior, segundo a ONS. As informações estão no Boletim de Carga de março de 2025, publicado pela entidade.

Esse crescimento na carga foi observado em três subsistemas do país:

  • Norte teve um aumento de 6,2%, com um total de 7.857 MWmed;
  • Sul apresentou uma elevação de 5,8%, atingindo 15.540 MWmed;-
  • Sudeste/Centro-Oeste teve um crescimento de 3%, com 49.221 MWmed.

No entanto, o Nordeste registrou uma leve queda de 0,8%, somando 13.509 MWmed. Essas comparações referem-se a março de 2025 em comparação com março de 2024.

Evolução da carga

O detalhamento por classe de consumo encontra-se informado na Resenha de Mercado da EPE do mês de março/25. Dados: ONS

Todos os subsistemas apresentaram aumento. A Norte subiu 7,2%, a Sul teve um avanço de 6,1%, a região Sudeste/Centro-Oeste cresceu 4,8%, e o Nordeste, apesar da queda em março, obteve um crescimento de 3,3% nos últimos 12 meses. 

A variação é explicada, em parte, pelo Carnaval ter caído em março, reduzindo os dias úteis e influenciando o consumo.

Fonte : Canal Solar

 

O MME (Ministério de Minas e Energia) está analisando a inclusão da geração solar distribuída na reforma do setor elétrico, segundo informaram fontes do governo à Agência iNFRA.

A movimentação vem após pressões de associações e representantes do setor, que não querem ver esse segmento de fora da jogada.

O governo estuda duas possibilidades para a MMGD: antecipar a redução gradual dos subsídios prevista na Lei 14.300/2022 ou incluir o segmento no rateio do EER (Encargo de Energia de Reserva), atualmente pago por consumidores livres e regulados.

Pelo que diz a lei atual, quem já estava conectado à rede até as mudanças das regras tem direitos garantidos até 2045.

Quem correu para protocolar o pedido até o começo de 2023 entrou numa espécie de transição, a partir de 2029, o desconto de 50% na tarifa de uso da rede começa a cair ano a ano.Mesmo sem uma decisão oficial, fontes ouvidas pela Agência iNFRA dizem que tecnicamente as duas possibilidades são viáveis.

O MME já tinha pensado em se configurar no segmento antes, mas recuou após ouvir alertas de que seria difícil aprovar as mudanças com a base política atual.

O texto da reforma já foi entregue à Casa Civil em abril, mas até agora passou apenas por ajustes de linguagem.

A previsão é que ele seja enviado ao Congresso nos próximos dias, via Medida Provisória. O presidente Lula já teria dado sinal verde para o ministro Alexandre Silveira seguir em frente.

O ponto central do texto prevê o fim dos descontos na tarifa de uso da rede para novos contratos de fontes incentivadas, medida que impacta diretamente grandes consumidores industriais.

A Abrace, associação que representa grandes consumidores, também soltou um sinal de alerta. Em análise recente, apontou que as mudanças podem gerar uma corrida para registro de contratos na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica ), o que pode travar o objetivo de acabar com os subsídios num prazo razoável.
A proposta da reforma endurece as regras da autoprodução por equiparação, exigindo carga contratada dez vezes maior e participação mínima de 30% nas empresas com projetos próprios.

Com informações da Agência iNFRA

ENERGIA SOLAR EM DEBATE NA CÂMARA DOS DEPUTADOS

A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados realizará nesta terça-feira (06), às 10h, uma audiência pública sobre o uso da energia solar no Brasil. A iniciativa, do deputado Lafayette de Andrada, vai reunir representantes do setor, órgãos reguladores e empresas para discutir questões como o fluxo reverso.

Em reportagem, o presidente do Instituto Nacional de Energia Limpa (INEL) , Heber Galarce, chamou atenção para o momento:

“A energia solar vem mudando a vida dos brasileiros para melhor. Infelizmente, agora ela está ameaçada.”

Participe da audiência, presencialmente ou online, e ajude a defender uma energia limpa e mais barata para todos!

Acesse a reportagem:

https://globoplay.globo.com/v/13571506/

 

O Canal Solar vai acompanhar in loco, nesta terça-feira (6), a partir das 10h, a Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados, que promete esquentar o debate sobre um tema técnico, mas com impacto direto no bolso de quem atua no setor de energia solar — conhecido como inversão de fluxo.

O tema tem gerado uma série de debates entre parlamentares, associações e especialistas ao longo dos últimos dois anos, com o setor fotovoltaico, criticando a Resolução 1.059/2023 da ANEEL e a atuação das distribuidoras de energia elétrica.

A discussão ganha ainda mais peso porque, desde a aprovação da Lei 14.300/2022 — que criou o marco legal da geração distribuída – o setor teve um salto no número de projetos.

Para Lafayette de Andrada (Republicanos/MG), deputado federal e presidente da comissão, ainda faltam dados que comprovem se a geração distribuída causa sobrecarga elétrica e justifica o bloqueio de novos projetos.

“É competência da distribuidora fazer mais subestações, que ela não faz. Então se jogou o ônus para o consumidor, coitado, quando o ônus era da distribuidora,” criticou o deputado no programa Painel Eletrônico, da Câmara dos Deputados.

“A energia solar é a energia mais barata que existe e a ANEEL está criando dificuldades. Ela fez a regulação que deu a ferramenta para as distribuidoras negarem os pedidos de conexão,” ressaltou.

A audiência reunirá representantes da Agência, empresas do setor solar, distribuidoras e também consumidores. A expectativa é que o debate possa apontar caminhos para destravar os projetos e garantir o avanço da energia solar no país.

Fonte : Canal Solar