Movimento Solar Livre

A corrida pela presidência do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Roraima (CREA-RR) já tem os nomes oficialmente confirmados. A Comissão Eleitoral Regional publicou o deferimento das candidaturas para as eleições 2026 do Sistema Confea/Crea e Mútua, que acontecem no dia 3 de julho de 2026, em votação totalmente on-line.

Disputam o comando do conselho os candidatos Ívina Etelvina da Silva Sanches, Yuri Venâncio Mendonça e Emerson Ricardo dos Santos Vieira. Além da presidência do CREA-RR, a eleição também definirá representantes para cargos ligados ao Sistema Confea/Crea e Mútua, como conselheiro federal, diretoria da Mútua e funções administrativas e financeiras do sistema profissional.

A votação é considerada estratégica para os profissionais das áreas de engenharia, agronomia e geociências, já que o CREA atua diretamente na fiscalização do exercício profissional, emissão de registros, acompanhamento técnico de obras e defesa da sociedade em atividades técnicas.

Yuri Venâncio defende modernização e atuação mais prática do Conselho

O engenheiro eletricista Yuri Venâncio Mendonça apresenta um discurso voltado para eficiência administrativa, fiscalização e aproximação do CREA-RR com a realidade do mercado profissional.

Em entrevista ao Política Macuxi, Yuri afirmou que decidiu disputar a presidência do CREA-RR após acompanhar de perto as dificuldades enfrentadas pelos profissionais e empresas do setor. Engenheiro eletricista com mais de 15 anos de atuação no segmento elétrico, Yuri destacou sua experiência como empreendedor e defendeu um conselho mais próximo da realidade de quem vive a engenharia no dia a dia. Segundo ele, o grupo representa aposta em renovação, modernização da gestão, mais transparência e fortalecimento da relação entre o CREA, os profissionais, empresas e instituições. “O sistema precisa estar mais conectado com quem sente as dores da engenharia”, afirmou.

Entre as propostas apresentadas estão a ampliação da capacitação profissional, uso de tecnologia para modernizar os serviços do conselho, fortalecimento da fiscalização inteligente e criação de novos benefícios aos registrados. Yuri também defendeu uma gestão voltada para resultados e eficiência administrativa. “Eu quero que o CREA dê resultados como a minha empresa dá. Vou gerir o CREA como faço a gestão das minhas empresas”, declarou. O candidato afirmou ainda que pretende fortalecer a representatividade das engenharias, agronomia, geociências e tecnólogos, preparando o conselho para os desafios futuros do setor.

Yuri é empresário do ramo energético e fundador da Frente Roraimense de Geração Distribuída. Segundo o currículo apresentado, ele possui mais de 15 anos de atuação em sistemas elétricos de potência, subestações e geração de energia.

No programa de trabalho, ele afirma que o CREA-RR precisa “voltar a fazer sentido” para os profissionais e empresas do setor. Entre as principais propostas estão valorização profissional, fiscalização mais presente, transparência na gestão, melhoria no atendimento e maior participação do conselho nos debates públicos do estado.

O candidato também promete simplificar processos internos, tornar o conselho mais acessível e fortalecer ações contra o exercício ilegal da profissão e a concorrência desleal.

Ívina Etelvina aposta em experiência no sistema e fortalecimento institucional

Engenheira civil formada pela Universidade Federal de Roraima (UFRR), Ívina Etelvina da Silva Sanches possui trajetória ligada ao próprio sistema Confea/Crea e Mútua. Entre as funções já ocupadas estão os cargos de vice-presidente do CREA-RR, diretora financeira, coordenadora da Câmara de Engenharia Civil e coordenadora do Programa Mulher.

Ao Política Macuxi, a candidata Ívina Etelvina afirmou que pretende construir um CREA-RR mais humanizado e próximo dos profissionais, combatendo a visão de que o conselho atua apenas como órgão arrecadador. Segundo ela, uma das prioridades será ampliar ações sociais voltadas aos engenheiros em situação de vulnerabilidade, incluindo profissionais em tratamento oncológico, mães de crianças autistas ou com deficiência e recém-formados que enfrentam dificuldades para entrar no mercado. A candidata também defende maior valorização da mulher dentro da engenharia, fortalecimento da saúde mental dos profissionais e incentivo à qualificação profissional. “Eu quero um CREA voltado para o futuro, onde além da profissão, a saúde mental e a saúde profissional também estejam engajadas”, afirmou.

Ívina destacou ainda sua experiência dentro do Sistema Confea/Crea e Mútua, lembrando que foi a primeira mulher eleita diretora financeira da Caixa de Assistência da Mútua em Roraima e também a primeira coordenadora do Programa Mulher na Região Norte. Entre as propostas apresentadas estão a criação do clube da engenharia, maior aproximação com universidades e acadêmicos, incentivo aos recém-formados e uma fiscalização considerada “inteligente”, utilizando aplicativos e denúncias anônimas para combater o exercício ilegal da profissão. “Eu quero deixar pessoas preparadas para continuar esse trabalho no futuro”, declarou a candidata.

No plano de trabalho, a candidata defende um CREA mais próximo dos profissionais e com presença maior nas discussões sobre desenvolvimento do estado. Entre as propostas apresentadas estão o fortalecimento da fiscalização, incentivo à participação feminina nas engenharias, aproximação com universidades e apoio aos novos profissionais.

Ívina também propõe ampliar o diálogo com governo, prefeituras, entidades de classe e instituições de ensino, buscando inserir o conselho em debates sobre infraestrutura, produção agrícola e desenvolvimento regional.

Emerson Ricardo destaca experiência administrativa e atuação histórica no CREA

Já o candidato Emerson Ricardo dos Santos Vieira possui formação em Engenharia Agronômica e Arquitetura e Urbanismo pela UFRR.

No currículo apresentado à eleição, Emerson destaca experiências anteriores dentro do próprio CREA-RR, onde atuou como secretário de fiscalização, conselheiro e instrutor de treinamentos administrativos. Também foi presidente da Associação de Engenheiros Agrônomos de Roraima.

Entre os pontos centrais de sua trajetória estão a experiência em fiscalização, elaboração de manuais técnicos e participação em discussões ligadas à legislação de agrotóxicos no estado.

O plano de trabalho do candidato também foi apresentado dentro do processo eleitoral, com foco em fortalecimento institucional e gestão do sistema profissional.

Eleição também definirá representantes do Sistema Confea/Crea e Mútua

Além da presidência do CREA-RR, o processo eleitoral envolve outros cargos importantes ligados ao Sistema Confea/Crea e Mútua, incluindo representantes para conselheiro federal, diretoria da Mútua e funções administrativas e financeiras.

Esses cargos possuem papel estratégico na representação dos profissionais de engenharia, agronomia e geociências em nível estadual e nacional, além da gestão de benefícios, assistência e apoio aos registrados no sistema.

A relação completa das candidaturas e demais informações sobre o processo eleitoral está disponível no portal oficial do CREA-RR.


O que é o CREA-RR

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Roraima é a autarquia responsável pela fiscalização e regulamentação do exercício profissional das áreas de engenharia, agronomia e geociências no estado.

 

Fonte: https://politicamacuxi.com.br/2026/05/21/eleicao-do-crea-rr-tera-tres-candidatos-na-disputa-pela-presidencia-em-votacao-on-line-no-dia-3-de-julho/

A geração distribuída solar segue consolidando sua posição como uma das principais forças da transformação energética brasileira. Os novos infográficos divulgados pelo Movimento Solar Livre, com base em dados da ANEEL atualizados em maio de 2026, revelam um crescimento expressivo do setor em todo o país, com expansão da capacidade instalada, geração de empregos, presença nacional e fortalecimento da matriz elétrica renovável brasileira.

Atualmente, o Brasil já ultrapassa 48,2 GW de potência instalada em geração distribuída solar, consolidando a energia solar como uma das principais fontes da matriz elétrica nacional. O setor já atende aproximadamente 7,7 milhões de unidades consumidoras, número que representa 8,12% do total de consumidores brasileiros.

Mesmo com o forte avanço dos últimos anos, os dados mostram que ainda existe um enorme potencial de crescimento no país. Cerca de 91,88% das unidades consumidoras brasileiras ainda não possuem sistemas de energia solar instalados, evidenciando o espaço estratégico para expansão da geração distribuída nos próximos anos.

São Paulo lidera em número de sistemas solares instalados

O estado de São Paulo permanece na liderança nacional em quantidade de sistemas fotovoltaicos instalados, ultrapassando 715 mil projetos ativos. Minas Gerais aparece na segunda colocação, seguido pelo Rio Grande do Sul, Paraná e Bahia.

O levantamento reforça a descentralização do crescimento da energia solar no Brasil, com forte expansão também nas regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sul, demonstrando a capilaridade nacional da geração distribuída.

Energia solar já está presente em praticamente todos os municípios brasileiros

Outro dado de destaque é a presença da microgeração distribuída em 99,96% dos municípios brasileiros. Isso significa que praticamente todo o território nacional já possui algum tipo de geração solar conectada à rede elétrica.

Além disso, 99,54% das usinas instaladas no Brasil são classificadas como microgeração, reforçando o protagonismo dos pequenos consumidores, residências, comércios, propriedades rurais e pequenos negócios na expansão da energia limpa.

Setor solar já gerou mais de 1,4 milhão de empregos

A geração distribuída solar também se consolida como um dos maiores motores de geração de empregos da nova economia brasileira. O setor já foi responsável pela criação de mais de 1,4 milhão de empregos em todo o país.

São Paulo lidera o ranking nacional de empregos gerados, seguido por Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Bahia. Os números reforçam o impacto direto da energia solar no desenvolvimento econômico regional, na qualificação profissional e no fortalecimento das economias locais.

Energia solar já representa 18,1% da matriz elétrica brasileira

Os dados mostram ainda o crescimento da participação da energia solar na matriz elétrica nacional. A geração distribuída solar já representa 18,1% da capacidade instalada do Brasil, enquanto a solar centralizada soma mais 8,4%.

Somadas, as duas modalidades consolidam a energia solar entre as principais fontes da matriz elétrica brasileira, ao lado da geração hídrica, eólica e do gás natural.

Crescimento reforça importância da segurança jurídica e da regulação

O avanço acelerado da geração distribuída reforça a importância da estabilidade regulatória, da segurança jurídica e da continuidade das políticas públicas voltadas à expansão da energia limpa no Brasil.

Com milhões de consumidores já produzindo sua própria energia, o setor passa a desempenhar papel estratégico não apenas na transição energética, mas também na competitividade econômica, na redução de custos energéticos e na democratização do acesso à energia.

A expectativa do mercado é que os próximos anos sejam marcados pela ampliação da geração distribuída, avanço dos sistemas de armazenamento em baterias (BESS), modernização da infraestrutura elétrica e integração de novas tecnologias ao setor energético brasileiro.

O setor elétrico brasileiro entrou novamente no centro do debate nacional após a FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) ingressar na Justiça Federal para tentar suspender os efeitos do megaleilão de energia realizado pelo Governo Federal em 2026. A entidade questiona supostas irregularidades no certame e alerta para impactos bilionários que podem atingir diretamente os consumidores brasileiros pelos próximos anos.

O leilão, conhecido como Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap), contratou aproximadamente 19 GW de potência, principalmente de termelétricas e ampliações hidrelétricas, em contratos de longo prazo que podem chegar a 15 anos. Segundo estimativas apresentadas por entidades do setor, os custos totais da contratação podem ultrapassar R$ 500 bilhões — e algumas projeções já apontam impactos próximos de R$ 800 bilhões ao longo das próximas duas décadas.

Aumento de até 100% no preço-teto gera questionamentos

O principal ponto levantado pela FIESP envolve o aumento repentino dos preços-teto do leilão poucos dias antes da realização do certame. Segundo a entidade, os valores subiram até 100% em apenas 72 horas, sem justificativas técnicas consideradas suficientemente claras.

A federação afirma que a segurança energética é fundamental para o país, mas alerta que isso não pode justificar contratações consideradas ineficientes, sem transparência e com possível impacto excessivo na conta de luz dos brasileiros.

Além da ação judicial, a FIESP também protocolou representações no Ministério Público Federal (MPF) e solicitou participação como amicus curiae no processo de fiscalização conduzido pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Aneel adia homologação e aumenta incerteza no setor

Diante da crescente pressão institucional, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) decidiu retirar da pauta a homologação do leilão, adiando temporariamente a oficialização dos contratos. A decisão ampliou a insegurança jurídica em torno do certame e elevou a preocupação de investidores, agentes do setor elétrico e consumidores.

O Ministério de Minas e Energia (MME), por outro lado, afirma que o leilão foi conduzido dentro de todos os critérios técnicos e legais previstos para o setor elétrico brasileiro.

Debate reforça importância da transparência no setor elétrico

O episódio reacende discussões importantes sobre planejamento energético, modicidade tarifária, concorrência e transparência regulatória no Brasil.

Especialistas apontam que decisões envolvendo contratação de energia em larga escala impactam diretamente:

  • a competitividade da indústria brasileira;
  • os custos da energia para consumidores;
  • os investimentos no setor elétrico;
  • a expansão das fontes renováveis;
  • e a segurança jurídica do mercado energético.

Em um momento de forte crescimento da geração distribuída, do armazenamento de energia (BESS) e da transição energética, o debate sobre eficiência regulatória e previsibilidade econômica ganha ainda mais relevância para o futuro do setor elétrico nacional.

Fonte:  https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/05/fiesp-vai-a-justica-para-barrar-megaleilao-de-energia-e-pede-novo-certame.shtml

Este artigo é de autoria de Hewerton Martins, Presidente da Coalizão MSL, e foi originalmente publicado no Canal Solar.

 

A Tarifa Branca parece, à primeira vista, apenas uma mudança na forma de calcular a conta de luz. Mas, observada com atenção, ela revela algo maior: o consumidor brasileiro deixou de ocupar uma posição passiva e passou a fazer parte do funcionamento real do sistema elétrico.

Durante décadas, o setor foi estruturado como uma via de mão única. Grandes decisões eram tomadas longe do cotidiano das pessoas, enquanto o cidadão apenas recebia a conta no fim do mês. Esse desenho garantiu segurança energética ao país por muito tempo. Mas ele já não explica sozinho o sistema que está surgindo agora.

A Tarifa Branca é um dos sinais mais claros dessa mudança silenciosa. Ela indica que a energia deixou de ser apenas fornecida ao consumidor. Passou também a ser organizada com a participação dele.

Essa transformação não aconteceu por acaso. O Brasil já percorreu caminhos semelhantes em outros momentos decisivos. O Proálcool reorganizou a base da mobilidade energética nacional.

O Proinfa abriu espaço para novas fontes renováveis na matriz. A geração distribuída representa a continuidade dessa trajetória, agora com o cidadão participando diretamente da produção e da gestão da própria energia. Não se trata de privilégio. Trata-se de evolução institucional. A energia deixou de ser média para voltar a ser tempo

Durante muitos anos, o consumidor conviveu com uma lógica simples: a energia parecia custar a mesma coisa em qualquer horário. Era uma solução compatível com um sistema centralizado, baseado em grandes usinas e decisões concentradas.

Hoje essa lógica começa a mudar. A Tarifa Branca introduz uma nova leitura da energia. Ela passa a ser percebida dentro do tempo em que é utilizada.

Não como um número fixo ao final do mês, mas como um recurso dinâmico, conectado ao funcionamento da rede e ao comportamento de consumo.

Isso não representa penalização. Representa maturidade do sistema. O consumidor passa a enxergar que sua decisão cotidiana também participa da engenharia energética do país. O pequeno consumidor não entrou como exceção. Entrou como parte da solução

Existe uma narrativa recorrente segundo a qual a modernização tarifária estaria associada à necessidade de corrigir supostos desequilíbrios provocados pela geração distribuída. Essa interpretação ignora um fato simples: o consumidor que investiu em energia solar já opera dentro de regras claras e contribui pelo uso da rede conforme o modelo vigente.

A geração distribuída não é um elemento estranho ao sistema. Ela é uma resposta tecnológica e social ao custo crescente da energia e à necessidade de diversificação da matriz.

Milhões de brasileiros passaram a produzir parte da própria energia não por vantagem regulatória, mas por necessidade econômica e racionalidade energética. Esse movimento não enfraquece o sistema. Ele o fortalece.

A Tarifa Branca inaugura uma nova linguagem entre consumidor e rede. O que muda agora não é apenas a conta de luz. É a relação entre o cidadão e a infraestrutura elétrica. O consumidor deixa de reagir ao sistema e passa a interagir com ele.

Ao reorganizar hábitos de consumo, acompanhar horários de uso, instalar geração própria ou incorporar soluções de gestão energética, ele passa a participar de forma concreta do equilíbrio do sistema elétrico nacional.

Estamos entrando em uma fase em que milhares de decisões individuais começam a produzir efeitos coletivos relevantes sobre a operação da rede. Essa é a base das redes inteligentes.

Não redes inteligentes apenas pela tecnologia, mas pela participação consciente de quem está conectado a elas. Quando milhões participam, o sistema muda de escala.

Durante muito tempo, parecia natural imaginar o setor elétrico como um território exclusivo de grandes empreendimentos e decisões centralizadas. Esse modelo continua sendo importante e seguirá essencial para a estabilidade do país.

Mas o Brasil passou a conviver com uma nova camada energética distribuída por mais de cinco mil municípios. São residências, comércios, propriedades rurais e pequenas empresas que decidiram investir na própria geração.

Isoladamente parecem pequenos, mas juntos alteram a geografia do sistema, reduzem perdas elétricas,  aproximam produção e consumo, fortalecem economias locais e ampliam a resiliência energética nacional.

O armazenamento abre uma nova etapa da autonomia energética. Uma das consequências mais relevantes desse novo ambiente é o avanço do armazenamento energético.

A energia deixa de ser apenas algo que se consome no instante em que é produzida e passa a dialogar com o tempo, com a rede e com as escolhas do consumidor.

Isso cria uma nova lógica de organização do uso da energia. Uma lógica em que o cidadão deixa de ser apenas receptor e passa a exercer também papel de gestor energético. Essa mudança não substitui o modelo tradicional. Ela o complementa.

Modernização tarifária exige equilíbrio institucional
Mudanças tarifárias não podem ser tratadas apenas como ajustes técnicos. Elas também precisam ser analisadas sob a perspectiva da equidade entre os diferentes agentes do setor elétrico.

O Brasil construiu sua matriz energética com políticas estruturantes que permitiram inovação, diversificação e expansão do acesso à energia.

O que não é razoável é atribuir ao pequeno consumidor responsabilidades que pertencem a problemas históricos de planejamento do setor.

Quem investiu em geração distribuída buscou previsibilidade, eficiência e proteção contra o aumento contínuo do custo da energia. Não buscou privilégio, buscou estabilidade.

Esse princípio está alinhado com a própria Constituição Federal, que orienta a ordem econômica a valorizar a atividade produtiva e incentivar soluções compatíveis com a proteção ambiental e o desenvolvimento social.

O futuro do setor será integrado e o consumidor já faz parte dele
O sistema elétrico brasileiro não será apenas centralizado. Também não será exclusivamente distribuído. Ele será integrado.

Grandes usinas continuarão essenciais para garantir segurança energética. A geração distribuída amplia eficiência, reduz perdas e democratiza o acesso à energia limpa.

Não existe conflito inevitável entre esses caminhos. Existe complementaridade. A Tarifa Branca revela exatamente isso. Ela mostra que o consumidor deixou de ser um agente invisível dentro do planejamento energético nacional. Passou a ser parte ativa da solução. A pergunta que permanece é direta:

O setor elétrico brasileiro está preparado para reconhecer plenamente o papel do consumidor protagonista na construção do seu próprio futuro energético?

Fonte: https://canalsolar.com.br/tarifa-branca-gd-consumidor-sistema-eletrico/