Movimento Solar Livre

O mundo acelera no armazenamento de energia — e o Brasil ainda hesita

Enquanto países como Estados Unidos, Alemanha, Austrália e Chile avançam rapidamente na adoção de sistemas de armazenamento em baterias (BESS), o Brasil ainda enfrenta incertezas regulatórias e lentidão no desenvolvimento desse mercado estratégico.

Em artigo assinado por Daniel Lima, economista e especialista no setor energético, o debate vai além da tecnologia. Segundo o autor, a resistência ao avanço dos BESS no Brasil não é técnica — mas econômica e estrutural.

Hoje, os sistemas de armazenamento já são considerados peça central da transição energética mundial. Eles aumentam a confiabilidade das redes elétricas, reduzem custos operacionais e ampliam a integração da energia solar e eólica.

O mundo já consolidou os BESS como solução estratégica

Os exemplos internacionais mostram que os sistemas de armazenamento deixaram de ser tecnologia experimental.

  • Estados Unidos:
    mais de 16 GW de capacidade instalada em baterias até 2024, impulsionados por incentivos federais e segurança regulatória.
  • Alemanha:
    forte integração entre solar, eólica e armazenamento, sustentada por políticas claras e incentivos ao consumidor.
  • Austrália:
    o projeto Hornsdale Power Reserve se tornou referência global ao demonstrar como baterias reduzem custos e aumentam a estabilidade da rede elétrica.
  • Chile:
    pioneiro na América Latina, já opera projetos híbridos solar + BESS com regulamentação consolidada e expansão acelerada.

Segundo Daniel Lima, esses casos comprovam que os BESS são:

  • tecnologicamente maduros
  • economicamente viáveis
  • fundamentais para garantir flexibilidade energética

O cenário brasileiro: regulação lenta e indefinição

No Brasil, o avanço do armazenamento ainda esbarra em:

  • insegurança regulatória
  • ausência de remuneração adequada
  • atraso nos leilões específicos para baterias
  • indefinições sobre mercado de capacidade

O Ministério de Minas e Energia chegou a anunciar um leilão exclusivo para sistemas de armazenamento, mas o processo acabou adiado e segue sem previsão definitiva.

Para o autor, esse adiamento representa um retrato da dificuldade brasileira em acelerar soluções consideradas estratégicas no cenário internacional.

O impacto dos BESS no modelo tradicional do setor elétrico

O artigo aponta que os sistemas de armazenamento podem alterar profundamente a dinâmica atual do setor elétrico brasileiro.

Isso porque as baterias reduzem a necessidade de despacho de usinas termelétricas nos horários de pico — justamente os períodos mais rentáveis para essas usinas.

Na prática, o crescimento dos BESS pode:

  • ampliar a participação das renováveis
  • reduzir custos operacionais
  • aumentar a estabilidade da rede
  • diminuir dependência de térmicas fósseis
  • modernizar o sistema elétrico

Segundo Daniel Lima, essa transformação acaba gerando resistência de setores já consolidados do mercado energético.

O debate vai além da tecnologia

O texto também destaca que o último leilão de energia realizado no Brasil, com contratação significativa de termelétricas, gerou forte repercussão e questionamentos sobre impactos tarifários e planejamento energético.

Nesse contexto, o autor defende que o país precisa discutir com maior profundidade:

  • modernização da matriz elétrica
  • flexibilidade energética
  • armazenamento em larga escala
  • competitividade do setor
  • segurança energética de longo prazo

Armazenamento será fundamental para o futuro energético

A expansão da energia solar, da geração distribuída, dos data centers, da inteligência artificial e do hidrogênio verde exigirá um sistema elétrico cada vez mais flexível e confiável.

E nesse cenário, os sistemas de armazenamento tendem a ocupar posição estratégica.

O artigo conclui que o Brasil possui potencial técnico, econômico e geográfico para liderar esse processo, mas dependerá diretamente de:

  • segurança regulatória
  • planejamento energético
  • abertura à inovação
  • modernização das políticas públicas

 

O debate sobre os sistemas de armazenamento em baterias já deixou de ser uma discussão sobre futuro.

O mundo avança rapidamente na construção de redes mais flexíveis, resilientes e integradas às energias renováveis.

Enquanto isso, o Brasil ainda enfrenta desafios regulatórios e estruturais para acelerar a adoção dessa tecnologia.

A discussão agora é:
o país conseguirá acompanhar a velocidade da transição energética global?

Sobre o autor

Daniel Lima é economista, especialista no setor energético e referência nacional em energia solar e armazenamento de energia.

Atualmente atua como:

  • Presidente da Associação Nordestina de Energia Solar (ANESOLAR)
  • Vice-presidente da Associação Brasileira de Armazenamento de Energia (ARMAZENE)
  • Consultor e palestrante na área energética

 

Fonte:  https://www.linkedin.com/posts/daniel-lima-72190028_por-que-os-bess-s%C3%A3o-rejeitados-no-brasil-activity-7461359348418797569-AWF8?utm_source=share&utm_medium=member_desktop&rcm=ACoAAAXUMAkBr_ibxIVnET4TwIP2Tt6CQNAG1Us

A geração distribuída em Mato Grosso voltou ao centro das discussões após o deputado estadual Faissal Calil apresentar requerimentos direcionados à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), ao Ministério de Minas e Energia (MME) e à Energisa Mato Grosso solicitando esclarecimentos sobre possíveis práticas anticoncorrenciais e novas exigências técnicas impostas ao setor solar.

Segundo o parlamentar, o gabinete recebeu manifestações e denúncias relacionadas a possíveis práticas antirregulatórias envolvendo concessionária de distribuição de energia pertencente a grupo econômico que também atua no mercado de comercialização e soluções energéticas. As denúncias levantam preocupações sobre possível utilização de estrutura, canais institucionais e informações da atividade concessionada em benefício de empresas do mesmo grupo econômico.

Para Faissal, o consumidor de energia solar em Mato Grosso continua enfrentando insegurança e dificuldades regulatórias, tornando necessária maior transparência, respeito às normas do setor e garantia de livre concorrência. O deputado relembrou ainda que já havia encaminhado ofícios anteriormente à ANEEL e ao CADE solicitando apuração dos fatos. No entanto, segundo ele, ainda não houve resposta formal da agência reguladora, enquanto o CADE teria entendido que a análise compete à própria ANEEL.

Além da investigação sobre possíveis práticas anticoncorrenciais, o parlamentar também questiona uma nova exigência implementada pela Energisa Mato Grosso para projetos e instalações com potência transformadora igual ou superior a 10 kVA. Conforme relatado nos documentos apresentados, a concessionária passou a exigir solicitação prévia de orçamento de conexão, sob pena de indeferimento automático dos projetos durante a análise técnica.

O deputado cobra esclarecimentos sobre o fundamento regulatório da medida, se houve anuência prévia da ANEEL e quais impactos econômicos, operacionais e concorrenciais podem surgir a partir da nova exigência. Também foram solicitadas informações sobre estudos técnicos e análises regulatórias que embasaram a implementação da medida.

O debate acontece em um momento em que milhares de consumidores seguem investindo em energia solar buscando redução na conta de luz, liberdade energética e previsibilidade de custos. Enquanto consumidores, integradores e empresas apostam na geração distribuída como alternativa estratégica para o futuro energético do país, novas barreiras regulatórias e exigências técnicas passam a gerar insegurança em diferentes regiões do Brasil.

O setor solar alerta que mudanças regulatórias sem transparência suficiente podem impactar diretamente pequenos integradores, empresas locais, consumidores e novos investimentos em geração distribuída. Para especialistas e entidades do setor, o crescimento sustentável da energia solar depende de regras claras, previsibilidade regulatória, equilíbrio concorrencial e segurança jurídica.

Enquanto alguns ampliam exigências e criam dificuldades operacionais, consumidores e profissionais seguem defendendo um setor mais transparente, competitivo e preparado para a expansão das energias renováveis. A mobilização do setor se torna cada vez mais importante para garantir que decisões regulatórias não prejudiquem a livre concorrência nem limitem o avanço da geração distribuída no Brasil.

A Coalizão Solar MSL segue acompanhando pautas que impactam diretamente consumidores, integradores, investidores e empresas do setor solar, reforçando a importância da participação ativa do mercado na defesa da geração distribuída, da transparência regulatória e da liberdade energética.

FAPGD avança na defesa da geração distribuída e da engenharia elétrica no Amapá

O crescimento da geração distribuída no Brasil exige mais do que expansão de mercado.
Exige organização, responsabilidade técnica, fiscalização e fortalecimento institucional.

E foi com esse propósito que a Frente Amapaense de Geração Distribuída (FAPGD) realizou uma importante reunião institucional com o presidente em exercício do CREA-AP, Eng. Sávio Rodrigues, e com o coordenador da Câmara Especializada de Engenharia Elétrica, Eng. Douglas Oliveira.

O encontro marcou mais um passo estratégico para o fortalecimento da geração distribuída no Amapá.

Setor solar precisa crescer com segurança e responsabilidade

Durante a reunião, a FAPGD apresentou oficialmente propostas voltadas à estruturação do setor de geração distribuída no estado, inspiradas em iniciativas que vêm sendo desenvolvidas pela Frente Mineira de Geração Distribuída (FMGD) em parceria com o CREA-MG.

O objetivo é claro:

  • construir um mercado mais forte;
  • mais seguro;
  • mais profissional;
  • mais valorizado tecnicamente.

Porque o crescimento da energia solar não pode acontecer sem responsabilidade técnica e segurança para consumidores e empresas.

Principais pautas apresentadas pela FAPGD

Entre os pontos levados ao CREA-AP, destacam-se:

✅ combate à atuação irregular no mercado solar;
✅ fortalecimento da responsabilidade técnica efetiva;
✅ fiscalização de empresas sem registro no CREA;
✅ discussão sobre ARTs sem vínculo técnico real;
✅ criação do Comitê Estadual de Geração Distribuída;
✅ valorização da engenharia elétrica;
✅ ampliação da segurança jurídica para o setor.

A proposta busca fortalecer não apenas empresas regularizadas, mas também a qualidade técnica das instalações e a proteção dos consumidores.

Enquanto alguns precarizam o setor, outros trabalham para fortalecê-lo

O avanço acelerado da energia solar trouxe oportunidades, mas também desafios importantes para o mercado.

Enquanto alguns tentam atuar sem responsabilidade técnica, sem qualificação ou sem regularização profissional, entidades do setor seguem defendendo um caminho baseado em:

  • profissionalismo;
  • segurança técnica;
  • qualificação;
  • construção institucional.

Porque um setor forte depende de confiança, rastreabilidade e valorização dos profissionais habilitados.

A valorização da engenharia fortalece toda a geração distribuída

A FAPGD reforçou durante a reunião que a defesa da engenharia elétrica é essencial para garantir:
✔ qualidade nas instalações;
✔ segurança para consumidores;
✔ previsibilidade técnica;
✔ fortalecimento do mercado solar;
✔ crescimento sustentável da geração distribuída.

Mais do que discutir problemas, o encontro teve como foco apresentar soluções estruturantes para o desenvolvimento responsável do setor no Amapá.

Criação de Comitê Estadual pode fortalecer diálogo técnico

Entre os avanços discutidos está a proposta de criação do Comitê Estadual de Geração Distribuída, iniciativa que poderá ampliar:

  • o diálogo institucional;
  • a organização do setor;
  • a fiscalização técnica;
  • a participação dos profissionais;
  • a construção de soluções regulatórias e operacionais.

A iniciativa acompanha um movimento que vem crescendo em diferentes estados brasileiros:

  • fortalecer a geração distribuída através de organização técnica e representatividade institucional.

O futuro da energia solar será construído por quem participa

Enquanto decisões importantes seguem sendo tomadas sobre o setor elétrico, consumidores, engenheiros, integradores e empresas precisam permanecer unidos.

Porque quem acompanha as discussões:

  • protege o mercado;
  • fortalece a geração distribuída;
  • ajuda a construir um ambiente mais seguro e profissional.

O crescimento da energia solar depende da atuação coletiva de quem acredita em um setor forte, técnico e respeitado.

Fortaleça o movimento

Se você acredita em:

  • geração distribuída forte;
  • valorização profissional;
  • segurança jurídica;
  • fiscalização responsável;
  • qualidade técnica no setor solar;

O futuro da energia solar no Brasil será construído por quem escolhe participar.

Quem investe em energia limpa merece reconhecimento, não dupla cobrança

Enquanto milhares de brasileiros investem em energia solar para reduzir custos, aliviar a rede elétrica e contribuir com a sustentabilidade, muitos ainda continuam pagando integralmente taxas que não refletem sua contribuição para o sistema energético.

Agora, uma proposta apresentada na Câmara Municipal de Juazeiro do Norte reacende um debate importante sobre justiça tributária e incentivo à geração distribuída.

O Projeto de Lei 11/2026 prevê a isenção da Contribuição de Iluminação Pública (CIP) para consumidores que geram mais de 50% da própria energia através de fontes renováveis reconhecidas pela ANEEL.

A proposta fortalece a geração distribuída no Ceará

A iniciativa contempla consumidores residenciais e comerciais que utilizem:

  • energia solar fotovoltaica;
  • energia eólica;
  • biomassa;
  • pequenas centrais hidráulicas;
  • outras fontes renováveis reconhecidas pela ANEEL.

O objetivo não é extinguir a contribuição, mas reconhecer que quem investe em energia limpa ajuda diretamente:

✔ a reduzir a pressão sobre a rede elétrica;
✔ a fortalecer a sustentabilidade energética;
✔ a diminuir impactos ambientais;
✔ a modernizar o sistema elétrico.

A pauta foi construída pelo setor

O projeto foi apresentado pelo vereador Boaz David (PL/CE), após articulação da Frente Cearense de Geração Distribuída (FCEGD), liderada por Hedlund Erik.

A iniciativa representa mais um avanço do setor solar na construção de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da geração distribuída e da liberdade energética.

Porque o futuro da energia não será construído apenas em Brasília.
Ele também nasce da mobilização regional e da união do setor.

Enquanto alguns criam cobranças, o setor defende incentivos

Nos últimos anos, consumidores e empresas do setor solar têm acompanhado:

  • aumento de tarifas;
  • insegurança regulatória;
  • novas cobranças;
  • dificuldades para expansão da geração distribuída.

Enquanto alguns enxergam a energia solar como perda de arrecadação, o setor renovável segue defendendo:

  • energia limpa;
  • desenvolvimento sustentável;
  • independência energética;
  • redução de custos para consumidores.

A proposta em Juazeiro do Norte mostra que existem caminhos mais inteligentes para estimular a transição energética.

Energia renovável também fortalece a economia

Além dos benefícios ambientais e energéticos, o projeto pode impulsionar:

✔ instalação de sistemas solares;
✔ geração de empregos;
✔ desenvolvimento tecnológico;
✔ comércio local;
✔ crescimento do setor de energias renováveis.

Quando a geração distribuída cresce, toda a cadeia produtiva se fortalece.

O futuro da energia solar depende de mobilização

A proposta reforça a importância da atuação conjunta entre:

  • consumidores;
  • integradores;
  • empresas;
  • associações;
  • lideranças regionais.

Porque cada avanço regulatório ou tributário impacta diretamente o futuro da energia solar no Brasil.

A energia solar precisa de representatividade

A Frente Cearense de Geração Distribuída segue trabalhando pela valorização de quem produz energia limpa e contribui para um sistema elétrico mais eficiente, moderno e sustentável.

O setor solar precisa continuar unido para defender:

✔ segurança jurídica;
✔ justiça tributária;
✔ liberdade energética;
✔ incentivo às renováveis;
✔ crescimento sustentável da geração distribuída.

Fortaleça o movimento

Se você acredita em:

  • energia limpa;
  • redução da conta de luz;
  • justiça tributária;
  • valorização da geração distribuída;

 

Fonte: https://www.miseria.com.br/ultimas-noticias/cariri/projeto-isencao-energia/