Movimento Solar Livre

São Paulo, 19 de Janeiro de 2026 – A Associação Potiguar de Energias Renováveis (APER) reafirmou seu papel como protagonista no desenvolvimento da economia verde no Rio Grande do Norte durante a visita oficial do presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, ao Polo de Energias Renováveis em Natal, nesta segunda-feira (12). O evento marcou a renovação de parcerias estratégicas para a transição energética e a consolidação do Estado como referência nacional no setor.

Representando as empresas e empreendedores da cadeia de energia limpa, o presidente da APER, Williman Oliveira, participou da solenidade e enfatizou que o reconhecimento do Sebrae Nacional valida o trabalho técnico e associativo que vem sendo realizado no Estado.

“A participação da APER neste momento é fundamental, pois vemos o Sebrae Nacional ratificar o excelente trabalho do Polo de Energias e reafirmar nossa associação como uma parceira estratégica. Nosso foco é fomentar e desenvolver a Geração Distribuída, o segmento onde estão justamente os micro e pequenos empreendedores que impulsionam o setor e geram emprego e renda em todo o Rio Grande do Norte”, afirmou Williman Oliveira.

Durante a agenda, que incluiu a assinatura da renovação da parceria entre Sebrae e SENAI e o anúncio de uma unidade de inteligência para disseminar o conhecimento potiguar para todo o país, a APER foi destacada como peça-chave no ecossistema. A associação atua na ponta, garantindo que as políticas de inovação e os recursos de aceleração cheguem aos empresários de energia solar e outras fontes renováveis.

A relevância da APER também foi evidenciada na programação técnica da comitiva. No período da tarde, a caravana do Sebrae Nacional visitou a ONEVO, empresa especializada em usinas de investimento e associada da APER. A recepção foi conduzida por Cássio Maia, CEO da ONEVO e também diretor da associação, reforçando a capilaridade e o nível de excelência dos membros que compõem a entidade.

Fonte: Potiguar Noticias

São Paulo, 16 de Janeiro de 2026 – O Brasil consolidou em 2024 um salto importante na economia verde: pela primeira vez, o país ultrapassou os Estados Unidos no ranking mundial de geração de empregos no setor de energia solar fotovoltaica. Os números fazem parte do mais recente levantamento da International Renewable Energy Agency (IRENA) em conjunto com a Organização Internacional do Trabalho (ILO), que acompanha tendências de emprego em toda a cadeia das renováveis.

Segundo o relatório, a energia solar continua sendo o motor da criação de empregos na transição energética global. Em 2024, esse segmento empregou cerca de 7,24 milhões de pessoas em todo o mundo, mantendo-se como a principal fonte de trabalho dentro das renováveis.

Brasil no pódio global

No desempenho nacional, o Brasil destacou-se em 2024 como um dos maiores mercados empregadores de energia solar. Dados consolidados pela IRENA apontam que o país ficou na terceira posição global em empregos gerados no setor solar, ficando atrás apenas da China e da Índia e à frente dos Estados Unidos.

Esse resultado reflete uma expansão robusta do mercado fotovoltaico brasileiro, impulsionada tanto por projetos de grande escala quanto pela crescente adoção de sistemas distribuídos em residências e empresas. A força de trabalho inclui funções desde instalação e manutenção até atividades de vendas e operações, em um setor que segue intensivo em mão de obra.

Efeito dominó no mercado de trabalho

O impacto positivo no emprego não se restringe ao segmento solar. A IRENA estima que o Brasil teve mais de 1,5 milhão de empregos no total do setor de energias renováveis em 2024, englobando bioenergia, hidrelétricas e eólica indicando que a transição energética está se traduzindo em oportunidades concretas de trabalho em diversas frentes.

A performance brasileira ganha ainda mais relevância diante de um crescimento global moderado no número total de empregos em renováveis em 2024, que avançou em torno de 2,3% em relação ao ano anterior, segundo a agência. Embora instalações tenham crescido, fatores como automação e questões nas cadeias globais de produção limitaram o ritmo de contratação em algumas regiões.

Potencial e desafios

Especialistas observam que o Brasil possui um enorme potencial para continuar elevando sua participação no mercado de trabalho ligado às energias limpas, especialmente se houver políticas públicas que fomentem capacitação profissional, fortalecimento de cadeias locais e ampliação do acesso a crédito para projetos solares. A expansão sustentável desse setor pode gerar ainda mais postos de trabalho e integrar novas regiões à economia verde.

Brasil avança no mapa global de empregos em energia solar e supera os EUA

Fonte: Energy Channel

A energia solar distribuída continua sua trajetória de expansão no Brasil, consolidando-se como uma das principais alternativas para a geração de energia limpa e renovável no país. Os dados mais recentes, compilados pela ANEEL e divulgados pelo Movimento Solar Livre, revelam números impressionantes sobre o setor.

Penetração ainda limitada, mas em crescimento acelerado

Apesar do avanço significativo, a energia solar distribuída atende atualmente apenas 7,29% das unidades consumidoras brasileiras – o equivalente a 6,9 milhões de consumidores. Isso significa que 92,71% dos consumidores (95,7 milhões de unidades) ainda não têm acesso a essa forma de geração de energia.

O ritmo de crescimento, no entanto, é animador: o setor registra expansão de 1,8 milhão de novas unidades consumidoras anualmente, sinalizando um aumento progressivo na adesão à tecnologia solar.

São Paulo lidera em projetos, mas não em potência

Com 654.219 sistemas instalados, São Paulo ocupa a primeira posição no número de projetos de energia solar distribuída. Logo atrás vêm Minas Gerais (407.447 projetos) e Rio Grande do Sul (390.481 projetos). No total, o país conta com 3.889.353 sistemas instalados.

Quando analisamos a potência instalada, porém, o ranking se mantém similar: São Paulo lidera com 6.241 MW, seguido por Minas Gerais (5.556 MW) e Paraná (4.062 MW). A capacidade total instalada no Brasil soma impressionantes 43,4 GW.

Geração de empregos: mais de 1,3 milhão de postos de trabalho

Um dos aspectos mais relevantes do setor é sua capacidade de gerar empregos. A energia solar distribuída já criou mais de 1,3 milhão de empregos em todo o país (1.303.724 postos de trabalho, para ser exato).

São Paulo novamente lidera, com 187.244 empregos gerados, seguido por Minas Gerais (166.699) e Paraná (121.872). Curiosamente, quando observamos os estados que mais geraram empregos especificamente em dezembro de 2025, o destaque vai para Mato Grosso, com 135 novos postos, seguido por Rio Grande do Sul (16), Santa Catarina (8) e São Paulo (6).

Distribuição regional e presença nacional

A análise regional mostra que o Centro-Oeste lidera em penetração percentual, com 11,47% das unidades consumidoras utilizando geração distribuída. O Sul vem em seguida com 8,31%, seguido pelo Sudeste (7,78%), Norte (6,00%) e Nordeste (5,04%).

A microgeração está presente em 99,91% dos municípios brasileiros, demonstrando a capilaridade dessa tecnologia. Além disso, 99,51% das usinas no Brasil são classificadas como microgeração, enquanto apenas 0,49% são minigeração.

Matriz elétrica brasileira: 16,7% já é solar distribuída

No contexto da matriz elétrica nacional, que totaliza 259,630 GW de capacidade instalada, a energia solar distribuída já representa 16,7% (43,457 GW). Quando somada à solar centralizada (7,7% ou 19,957 GW), a energia solar alcança 24,4% da matriz brasileira.

A liderança continua sendo da energia hídrica, com 42,4% (110,212 GW), seguida pela eólica com 13,3% (34,523 GW). As fontes de biomassa e biogás representam 6,9%, gás natural 7,7%, petróleo e outros fósseis 6,9%, carvão mineral 3,0% e nuclear 0,8%.

Perspectivas para o futuro

Os números demonstram que, embora a energia solar distribuída já tenha alcançado marcos significativos, ainda há um vasto potencial de crescimento. Com mais de 92% dos consumidores brasileiros ainda sem acesso a essa tecnologia, e considerando o ritmo atual de expansão, o setor promete continuar sendo um dos principais motores da transição energética no país.

A combinação de benefícios econômicos para os consumidores, geração de empregos e contribuição para a sustentabilidade ambiental posiciona a energia solar distribuída como protagonista no futuro energético brasileiro.

Dados compilados com base nas informações da ANEEL, atualizados em 06/01/2026, e divulgados pelo Movimento Solar Livre.

São Paulo, 12 de Janeiro de 2026 – A energia elétrica residencial foi o item de maior impacto individual sobre a inflação do Brasil em 2025, mostram dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados pelo IBGE na última sexta-feira (09/01). A conta de luz acumulou alta de 12,31% no ano, enquanto a inflação do país fechou 2025 em 4,26%. 

De acordo com o gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves, a participação da energia elétrica residencial gerou impacto no resultado acumulado no ano de 0,48 ponto percentual, por conta de reajustes que variaram de -2,16% a 21,95%. 

Também houve uma maior prevalência de bandeiras tarifárias onerando a conta dos consumidores, diferentemente do que ocorreu em 2024 com 8 meses de bandeira verde, ou seja, sem custo adicional. 

Resultados regionais 

Todas 16 capitais e regiões metropolitanas incluídas no levantamento do IBGE acumularam aumento na conta de luz no ano passado. O maior deles foi registrado em Porto Alegre (RS): 23,50%. Também se destacam, com aumentos acima da casa dos 18%, as cidades de Goiânia (GO), São Paulo (SP) e São Luis (MA). 

Regiões com maiores altas na conta de luz em 2025:

  • Porto Alegre (RS): 23,50%
  • Goiânia (GO): 23,07%
  • São Paulo (SP): 18,64%
  • São Luis (MA): 18,06%
  • Vitória (ES): 17,48% 

Aumento previsto para 2026 

As tarifas residenciais de energia devem registrar alta média de 5,4% em 2026, conforme projeções da TR Soluções. Os cálculos foram feitos com base no Serviço para Estimativa de Tarifas de Energia (SETE) aplicando os procedimentos de regulação tarifária para cada uma das 51 concessionárias de distribuição de todo o Brasil. Em termos médios por região do Brasil, os consumidores da região Sul são os que perceberão o maior aumento médio, de quase 10%, seguido pelos do Sudeste (8%). 

Leia mais: Tarifa residencial de energia deve subir 5,4% em média no Brasil em 2026 

Em média, a variação positiva mais significativa das tarifas está associada ao aumento dos custos de transmissão, que deve sofrer um acréscimo importante. “Essa previsão é reflexo das tarifas de transmissão já definidas para o ciclo 2025/2026 e cujo aumento médio de 12% já é certo para os consumidores atendidos pelas concessionárias que passam por reajuste tarifário no primeiro semestre, mas com aumento menor projetado para as empresas com reajuste no segundo semestre”, explicou o diretor de Regulação da TR Soluções, Helder Sousa. 

Fonte: Portal Solar